Dilma confirma que salário mínimo deve ficar em R$ 724

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (18), a presidenta Dilma Rousseff confirmou que o salário mínimo deverá ser de R$ 724 no próximo ano. "A regra da correção do salário mínimo depende do fechamento do PIB (Produto Interno Bruto) e da inflação, mas dá para sabermos que ficará entre R$ 722 e R$ 724. Se tivermos perto de R$ 724 arredondamos para cima, damos uma força", comentou a presidenta, segundo o portal A Tarde.
A confirmação de Dilma veio após o Congresso Nacional chegar a um acordo e definir o Orçamento da União para 2014, em votação encerrada no início da madrugada desta quarta-feira. A matéria também definiu o novo Salário Mínimo a partir de janeiro de 2014, que será de R$ 724. Um aumento de quase 7% em relação aos R$ 678 que o Mínimo fechou este ano. A pauta foi aprovada por unanimidade, em sessão conjunta da Câmara e do Senado após ser discutida ao longo da terça-feira na Comissão Mista de Orçamento. A proposta ainda precisa ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff.
O orçamento do ano que vem será de R$ 2,49 trilhões, 9,21% a mais do que o deste ano (R$ 2,28 trilhões). A proposta aprovada no Congresso prevê R$ 130 bilhões a mais de despesas em comparação ao projeto enviado pelo Executivo ao Legislativo (R$ 2,36 trilhões).
O Mínimo aumentou em relação a proposta inicial enviado pelo Governo Federal em R$ 1,10, a proposta foi corrigida pelo relator do projeto, deputado Miguel Corrêa (PT-MG), em função da revisão do PIB (Produto Interno Bruto) de 2012, que é utilizado no cálculo do Mínimo.
A área que sofreu um corte e não deverá receber tantos investimentos em 2014 será o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em ano eleitoral, o Congresso reduziu em quase R$ 1,5 bilhão os recursos para o PAC. Enquanto a proposta do Executivo previa investimentos da ordem de R$ 63,2 bilhões, o texto aprovado no Legislativo fixou os custos em R$ 61,7 bilhões.
O texto aprovado no Congresso ainda diminuiu de 4% para 3,8% a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para o ano que vem.
No total, R$ 654,7 bilhões, o que representa quase um terço do orçamento do ano que vem, serão usados para o refinanciamento da dívida pública - o mesmo valor já estava previsto na proposta enviada pelo Executivo.
Descontado o montante que será empregado com folha de pagamento e seguridade social, restam R$ 105,7 bilhões para investimentos das estatais e R$ 81,7 bilhões para os demais órgãos públicos. O texto aprovado no Congresso elevou em R$ 84,7 milhões os investimentos que estavam previstos na proposta do governo.





















