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Presos fazem reféns e iniciam rebelião em Maringá

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Detentos da Casa de Custódia de Maringá (CCM) iniciaram uma rebelião por volta das 14h30 desta segunda-feira (29). Sete agentes penitenciários foram feitos reféns. No final da tarde, um deles foi libertado e encaminhado para o Hospital Metropolitano, em Sarandi, com ferimentos leves após ser agredido com estocadas.

Segundo a Polícia Militar (PM), os cerca de 90 rebelados estão concentrados no bloco 3 da CCM. Os presos reclamam da alimentação e do tratamento - segundo eles, truculento - dos agentes com os familiares nos horários de visitas. Eles também pedem melhorias nos serviços de assistência médica, jurídica e social, além da ampliação do programa de artesanato, hoje restrito a duas alas.

As exigências foram apresentadas às autoridades por dois detentos, supostamente líderes do movimento. Além do diretor da CCM, João Vitor, representantes dos comandos da 9ª Subdivisão Policial (SDP), do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e do 5º Grupamento do Corpo de Bombeiros participam das negociações.

Por volta das 16h, o diretor da Casa de Custódia conversou com os profissionais da imprensa que estão em frente à unidade e informou que a situação no interior do presídio ainda era tensa, porém que as negociações estavam avançando. Na ocasião, ele negou que houvessem mortos e feridos, porém, pouco depois, a PM informou que pelo menos dois agentes foram feridos - um deles foi socorrido e levado ao Hospital Metropolitano, em Sarandi. No tumulto, um detento também ficou ferido. Ele foi atendido na enfermaria do presídio.

Desde o início da rebelião, é grande a movimentação de parentes e amigos de presos e funcionários nas imediações da CCM. Em meio ao clima de tensão, eles buscam informações sobre a situação no interior do presídio. Todos os agentes penitenciários que estavam de folga foram chamados para retornarem ao trabalho.

Enquanto os oficiais negociam com os detentos, equipes da Polícia Militar permanecem de prontidão em frente à unidade. Três viaturas da Tropa de Choque e três da Rotam estão posicionadas no local. Policiais militares de Campo Mourão, Cianorte e Paranavaí

A Casa de Custódia tem capacidade para 654 presos, mas hoje abriga 636.

Informações de O Diário.

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