Salários atrasados podem provocar greve no Evangélico

Os recorrentes atrasos nos pagamentos podem levar os trabalhadores do Hospital Evangélico de Curitiba a entrarem em greve a partir da próxima segunda-feira (15). De acordo com o Sindicato dos Empregados em Serviços de Saúde da região (Sindesc), a categoria havia estipulado até esta quinta-feira (11) para que os pagamentos atrasados fossem pagos, o que não aconteceu até o final da tarde. Caso esse depósito seja feito na sexta-feira (12), os trabalhadores irão avaliar as medidas que irão ser adotadas na segunda.
Em entrevista ao jornalista Adilson Arantes, o diretor de finanças do Sindesc, Natanael Marchini, disse que a categoria já conversou com a direção e oficializou a denúncia no Ministério Público, que deve mediar as negociações. “Estamos dando um novo prazo para até amanhã sair esse pagamento. Não saindo, na segunda-feira de manhã já iniciamos a paralisação”, disse.
Com os trabalhadores parados, serviços de enfermagem, limpeza e cozinha seriam prejudicados. “Claro que é um pronto-socorro e tomaríamos todos os cuidados em manter o mínimo em funcionamento, mas diminuiria bastante o número de atendimentos”, concluiu.
No mês de agosto, o pronto-socorro do Hospital Evangélico foi fechado por duas vezes. Na primeira a causa foi a falta de medicamentos, já a segunda aconteceu devido a um problema no repasse de oxigênio. Ambos os problemas aconteceram devido a problemas de repasse.
A Banda B entrou em contato com a assessoria do Hospital Evangélico, que informou que o atraso nos pagamentos ocorre devido a uma defasagem e ao atraso no repasse por parte da Prefeitura de Curitiba referentes ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que o Hospital Evangélico tem contrato de até R$ 9,3 milhões mensais para a realização de serviços financiados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição recebe regularmente os valores referentes a essas ações contratualizadas.
Devido a empréstimos consignados firmados pelo Hospital Evangélico com instituições financeiras, o Fundo Nacional de Saúde retém cerca de R$ 2 milhões do valor total contratualizado. Assim, em média, a Secretaria Municipal da Saúde repassa R$ 7,3 milhões mensalmente ao hospital.
A transferência de recursos mais recente ocorreu no último dia 5 de setembro. O cronograma de repasses segue normalmente na próxima semana, quando será transferida a parcela fixa da contratualização bem como o valor referente a produção.
Informações da Rádio Banda B.





















