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Mãe confessa morte da filha e diz que queria purificá-la

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Gabriel Sartini

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Presa acusada de assassinar a própria filha, Vanessa Aparecida Ramos do Nascimento prestou depoimento à Polícia Civil dando detalhes de como cometeu o crime. Ela relatou que a morte da pequena Maria Clara Zortea Ramalho, de apenas seis anos de idade, aconteceu em um procedimento de “purificação” em março deste ano. A mulher teve ajuda de uma amiga para cometer o crime, identificada como Giulia Albuquerque. As duas confessaram matar a menina e enterrar o corpo próximo a Santa Tereza do Oeste.

Em depoimento exibido pelo portal Catve, a mulher relata que a menina foi colocada no porta-malas do carro por volta das 3 horas da madrugada. Já às 7h, ela teria falado para a amiga tirá-la do carro, mas Giulia teria dito que “Deus quer que ela fique um pouco mais”. O procedimento fazia parte de uma espécie de ‘purificação’.

Somente às 9h elas abriram o porta-malas e perceberam que Maria Clara já não estava respirando. “Tiramos Maria Clara do carro e levamos para casa. Ela me disse para sair e deixar ela fazer respiração boca a boca. Depois de 10 minutos voltei para o cômodo e vi que ela estava morta”, relata Vanessa. A mãe teria pedido para Giulia chamar o IML. “Ela disse que não poderíamos fazer isso, porque a polícia ia descobrir as marcas no corpo dela e eu ia ser presa e perderia minha outra filha”, justifica.

De acordo com o depoimento das mulheres, as marcas citadas por Vanessa teriam sido causadas por Giulia quando a menina apanhava por desobediência. “Ela também dizia que Deus daria uma solução”. No fim da manhã, “Deus tinha dado a solução”: enterrar o corpo de Maria Clara. Entre 17h e 18h o corpo foi levado para um morro próximo a Santa Tereza. “No carro levamos a Emily na cadeirinha e a Maria Clara no porta-malas”.

O morro seria um local onde já visitado por ela e amiga várias vezes, inclusive com as duas crianças. “Teve uma passagem de ano que a Giulia não queria ouvir os fogos de artifício e fomos para o morro, lá dormimos dentro do carro, nós quatro”.

Quando chegaram ao matagal, apenas Giulia desceu do carro, segundo Vanessa, e foi até ao local para cavar uma cova. “Depois ela me chamou e eu entreguei a menina. Não vi se era funda a cova, acho que era rasa, não me lembro”. Depois de enterrar Maria Clara elas teriam retornado para casa.

Em entrevista ao portal CGN, o delegado responsável pelo caso, Edgar Santana, explicou que “em março do ano passado a Vanessa conheceu Giulia em uma convenção religiosa e passaram a morar juntas, inclusive com as duas crianças. Durante todo esse tempo as crianças sofriam agressões e viviam encarceradas, podendo sair apenas para ir à igreja. Em março deste ano aconteceu o óbito”.

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