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Caseiro é suspeito de participação na morte do coronel Malhães

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Gabriel Sartini

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Policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense prenderam hoje (29) Rogério Pires, caseiro do sítio onde morreu o coronel reformado do Exército, Paulo Malhães, 76 anos, na semana passada. De acordo com a Polícia Civil, Rogério foi preso logo após prestar depoimento na especializada. Contra ele foi cumprido mandado de prisão temporária, expedido pela Justiça, pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte). A morte do militar, ocorrida durante invasão ao imóvel rural, pode ter sido por infarto.

Em depoimento, Rogério confessou ter participado do crime, ocorrido na última quinta-feira (24), no sítio do coronel, na área rural de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, depois que a polícia identificou várias contradições entre o primeiro depoimento prestado na última sexta-feira (25), após o crime, e o depoimento de hoje . Não foram divulgados, no entanto, detalhes sobre como ocorreu o crime. Ontem, Rogério e a viúva do militar, Cristina Batista Malhães, foram ouvidos na delegacia. Além deles, três filhos do coronel também prestaram depoimento.

Em interrogatório prestado à Comissão Nacional da Verdade no dia 25 do mês passado, Malhães, que atuava sob o codinome de Pablo, confessou crimes cometidos na chamada Casa da Morte de Petrópolis - um dos centros de tortura do regime militar. Por isso, a entidade teme que possa ter havido crime de vingança. O coronel disse no dia que não revelaria nomes de companheiros porque implicaria "uma série de outra sanções". Ao ser questionado se essas sanções seriam vingança, ele responde afirmativamente. "Não em mim, nos meus filhos".

Informações do portal EBC.

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