Caso Eduarda Shigematsu: pai assume crime em tribunal do Paraná após sete anos | aRede
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Caso Eduarda Shigematsu: pai assume crime em tribunal do Paraná após sete anos

Ricardo Seidi Shigematsu confessou pela primeira vez ter assassinado a própria filha

Eduarda Shigematsu tinha 11 anos quando foi morta em 2019
Eduarda Shigematsu tinha 11 anos quando foi morta em 2019 -

Publicado por Lucas Veloso

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A principal reviravolta no julgamento do caso Eduarda Shigematsu, morta em abril de 2019, aconteceu nesta quarta-feira (16), em Maringá, no Noroeste do Paraná. Durante a sessão do Tribunal do Júri, o pai da menina admitiu os crimes ao responder “sim, confesso tudo”. Logo depois, ele informou que permaneceria em silêncio.

Até então, a defesa sustentava que o pai não havia matado Eduarda. Segundo a versão apresentada anteriormente, ele teria encontrado a filha já sem vida e, depois, escondido o corpo.

Segundo o assistente de acusação, Hugo Campitelli Zuan Esteves, a declaração ocorreu após mais de sete anos da morte da menina e encerrou a participação do réu nos questionamentos em plenário.

“Depois de mais de sete anos de espera, ouvir essa declaração dentro do Tribunal do Júri tem um peso muito grande para a família da Eduarda. Evidentemente, o julgamento ainda não terminou e agora cabe aos jurados, com base em tudo o que foi produzido no processo e apresentado em plenário, dar a resposta final a este caso”, declarou.

O julgamento, no entanto, ainda não terminou. A sessão foi suspensa e será retomada nesta quinta-feira (17), às 8h30, com os debates entre acusação e defesa.

Pai de Eduarda confessa crime durante julgamento

A declaração ocorreu durante os questionamentos feitos ao pai da menina no Tribunal do Júri. Conforme a acusação, ele respondeu de forma direta: “sim, confesso tudo”.

Em seguida, porém, decidiu permanecer em silêncio e não respondeu a outras perguntas. Para a acusação, a declaração representa um dos momentos mais importantes do julgamento. A família de Eduarda aguardou mais de sete anos pela realização do júri.

Ainda assim, os jurados precisam analisar todo o conjunto de provas apresentado no processo, além dos depoimentos e das manifestações das partes.

Nesta quinta-feira (17), a programação prevê os debates entre acusação e defesa e, posteriormente, a votação do Conselho de Sentença.

Reviravolta muda versão apresentada pela defesa

A mudança ocorreu depois de uma longa disputa judicial para levar o caso ao Tribunal do Júri. Até o início da sessão, a defesa negava que o pai tivesse matado Eduarda.

A tese apresentada anteriormente sustentava que ele teria encontrado a filha já sem vida e ocultado o corpo. A defesa também pretendia questionar a causa da morte apontada no laudo pericial. O documento indica asfixia por esganadura.

Com a declaração feita nesta quarta-feira, portanto, o julgamento ganhou um novo elemento justamente na etapa em que os jurados se aproximam da decisão sobre as acusações.

Acusações contra os réus no caso Eduarda

O pai da menina responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A acusação aponta três qualificadoras para o homicídio: uso de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

Também existe previsão de aumento de pena em razão da idade da vítima, que tinha menos de 14 anos. A avó paterna responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A defesa dela nega participação nos crimes.

Corpo de Eduarda foi encontrado quatro dias após morte

Eduarda morreu em 24 de abril de 2019, em Rolândia, na Região Metropolitana de Londrina. Quatro dias depois, encontraram o corpo da menina enterrado em um imóvel pertencente à família. Na ocasião, Eduarda estava com as mãos e os pés amarrados.

O julgamento começou somente nesta quarta-feira, após oito adiamentos desde 2022. O processo passou por Rolândia e Londrina antes de chegar a Maringá.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), a transferência ocorreu por meio de uma decisão de desaforamento. O mecanismo permite levar excepcionalmente um julgamento do Tribunal do Júri para outra cidade quando existem circunstâncias que podem comprometer a imparcialidade, a segurança ou a ordem pública, entre outras situações previstas em lei.

Agora, após a confissão feita em plenário, acusação e defesa apresentam seus argumentos aos jurados. Na sequência, o Conselho de Sentença votará os quesitos e definirá a responsabilidade dos réus pelas acusações.

Confira um resumo da notícia:

Confissão no julgamento: Ricardo Seidi Shigematsu confessou, durante o Tribunal do Júri em Maringá, ter assassinado a filha Eduarda Shigematsu, de 11 anos, morta em 2019, em Rolândia. Após admitir o crime, ele optou por permanecer em silêncio.

Avó também é julgada: Terezinha de Jesus Guinaia, avó paterna e responsável legal pela menina na época, responde por acusações relacionadas à situação de risco, ocultação do cadáver e falsidade ideológica. A defesa pede a absolvição.

Caso chega ao desfecho: Eduarda desapareceu após voltar da escola, em abril de 2019. Dias depois, o corpo foi encontrado enterrado no quintal de um imóvel da família. Ricardo responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica, enquanto a decisão dos jurados está prevista para esta quinta-feira (17).

Com informações de Banda B, parceira do Portal aRede.

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