Jovem morta em academia em Londrina relatava visitas frequentes do suspeito
Mensagens de voz gravadas dias antes do feminicídio revelam receio da vítima de 21 anos com a insistência do suspeito no local

Dias antes de ser assassinada a facadas no estacionamento de uma academia em Londrina, no Norte do Paraná, Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, enviou mensagens de áudio a um amigo relatando o incômodo com a presença constante de um jovem em seu local de trabalho. A Polícia Civil do Paraná confirmou que os registros foram anexados ao inquérito e que o indivíduo mencionado pela vítima é o suspeito, também de 21 anos, preso em flagrante pelo crime ocorrido na última sexta-feira, 11 de setembro.
Nas gravações feitas em 8 de setembro, Thaissa contava que o rapaz já havia visitado o estabelecimento ao menos cinco vezes com o pretexto de buscar vagas de emprego ou conhecer as instalações. Ela relatou o receio no momento em que o acompanhou pelo prédio, ressaltando o cuidado de verificar a presença de câmeras de segurança e a proximidade do gerente. O gestor da academia confirmou em depoimento que o suspeito chegou a se inscrever para uma vaga de trabalho no local, mas não foi selecionado.
No dia do crime, a jovem distribuía panfletos do estabelecimento, que se preparava para a inauguração, quando foi atacada no estacionamento. Após desferir 44 golpes de faca contra a vítima, o agressor fugiu e buscou ajuda em uma rua próxima devido a ferimentos na mão, alegando ter sido vítima de um assalto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar foram acionados para atender a suposta ocorrência de roubo.
A farsa foi desmascarada quando prestadores de serviço encontraram marcas de sangue na academia e acionaram os policiais. Ao vistoriarem o imóvel, os agentes localizaram o corpo de Thaissa no estacionamento. Confrontado pelas equipes policiais, o homem confessou que atacou a jovem com a intenção de estuprá-la e que a matou após não conseguir consumar o ato. Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e tentativa de estupro, embora posteriormente tenha apresentado versões contraditórias na delegacia alegando falta de memória sobre os detalhes do ataque.
Com informações de: TN Online.



