Sesa alerta população sobre prevenção da leptospirose após chuvas e alagamentos
Com 210 casos confirmados no Paraná entre janeiro e agosto, Secretaria de Estado da Saúde reforça cuidados para evitar a doença

Os períodos de chuvas, com alagamentos registrados em várias áreas urbanas do Paraná, exigem atenção redobrada para a prevenção da leptospirose. O alerta foi divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). A doença é causada pelo contato direto ou indireto com a bactéria Leptospira presente na urina de animais, sobretudo as de ratos.
A bactéria pode penetrar a partir de lesões na pele em contato com a água contaminada ou por meio de mucosas dos olhos, nariz e boca, além da imersão do corpo por muito tempo em áreas alagadas que estejam sujeitas ao aparecimento da Leptospira.
A leptospirose causa febre alta, vômitos e diarreia entre outros sintomas e, conforme dados do Ministério da Saúde (MS), pode chegar a matar, com letalidade de 40% entre os casos mais graves.
“O volume de chuvas registrado no Paraná pode ajudar a aumentar os casos de leptospirose em alagamentos. É muito importante que as pessoas evitem o contato, não deixem crianças nadar nesta água e cuidem do seu entorno. Essa doença para aparecer em um momento delicado para as pessoas, mas não podemos esquecer dos riscos dela”, reforçou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Dados da Sesa apontam que no Paraná, entre janeiro e agosto de 2026, foram notificados 1051 casos, com 210 confirmações.
As inundações propiciam a disseminação e a persistência da bactéria no ambiente e facilitam a ocorrência de surtos. Até mesmo a lama que gruda em móveis, carros e dentro das casas pode estar contaminada e ser prejudicial à saúde no momento da limpeza dos locais alagados.
“A principal recomendação é evitar o contato direto com a água das enchentes ou alagamentos. Quando não for possível é importante utilizar equipamentos de proteção, que podem ser desde botas e luvas impermeáveis até sacos plásticos colocados nas mãos e pés”, reforça a chefe do setor de zoonoses da Sesa, Roselane Oliveira de Souza Langer.
Os sintomas da leptospirose costumam surgir entre cinco a 14 dias após a exposição, podendo chegar a até 30 dias. Os sintomas são: febre alta; dor de cabeça e dor muscular (principalmente na panturrilha); dor nas articulações; náuseas; vômitos; icterícia (cor amarelada da pele, mucosas e olhos); e diarreia.
A Sesa recomenda que, com o aparecimento de um ou mais destes sintomas após contato com alagamentos, é preciso buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com urgência para diagnóstico e tratamento.
O tratamento para a doença é feito através da administração de antibióticos e, em casos graves, pode ser necessária a internação para o uso de medicamentos intravenosos.
Como prevenir
Evite o contato com água ou lama de enchentes e alagamentos; mantenha o lixo doméstico acondicionado em sacos fechados e coloque-os para coleta apenas nos horários adequados; mantenha quintais, terrenos e áreas ao redor da residência limpos, sem acúmulo de entulhos ou objetos que possam servir de abrigo para roedores; armazene alimentos em recipientes fechados; consuma apenas água tratada; mantenha caixas-d’água limpas e devidamente tampadas; após contato com água de enchente, lave o corpo com água e sabão o mais rápido possível.
Com informações da AMCG.
Leia o resumo da notícia
Risco aumentado: Chuvas e alagamentos favorecem a disseminação da bactéria Leptospira, presente principalmente na urina de ratos. A contaminação pode ocorrer pelo contato com água ou lama contaminada.
Atenção aos sintomas: Febre alta, dor de cabeça e muscular, náuseas, vômitos, diarreia e pele/olhos amarelados podem surgir de 5 a 14 dias após a exposição. Entre janeiro e agosto de 2026, o Paraná registrou 1.051 casos notificados e 210 confirmados.
Prevenção é essencial: Evite água e lama de enchentes; se o contato for inevitável, use luvas e botas impermeáveis e lave o corpo com água e sabão depois. Em caso de sintomas após contato com alagamentos, procure uma UBS com urgência.



