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Indústria gera mais de 25 mil empregos e fortalece mercado de trabalho no Paraná

Setor mantém saldo positivo no ano, com destaque para a fabricação de alimentos e atividades da construção

Fabricação de produtos alimentícios teve o melhor desempenho em julho
Fabricação de produtos alimentícios teve o melhor desempenho em julho -

Publicado por Diego Chila

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A indústria paranaense, considerando a indústria geral e a construção, acumula mais de 25 mil novos postos de trabalho entre janeiro e julho de 2026. O resultado mantém o setor como um dos protagonistas na geração de empregos no Paraná, respondendo por 37% das vagas abertas no estado no período, atrás apenas do setor de serviços. Em julho, indústria e construção registraram saldo positivo de 411 empregos, conforme dados do Novo Caged apurados pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

Do saldo registrado em julho, 223 vagas foram geradas pela indústria geral e 188 pela construção. Apesar do saldo positivo no ano e no mês, a abertura de vagas vem desacelerando no estado. Em relação ao mês anterior, o resultado conjunto da indústria e construção recuou 81%. Na indústria geral, a queda foi de 90%, enquanto a construção apresentou crescimento de 194,5% no saldo mensal.

Na comparação com julho de 2025, a indústria geral apresentou redução de 90% no saldo de empregos e a construção, de 40%. No acumulado do ano, a indústria geral soma 16.393 empregos, enquanto a construção contabiliza 9.048. Frente ao saldo acumulado do ano anterior, os resultados representam quedas de 32% e 3,2%, respectivamente. No conjunto, indústria e construção registram redução de 24% no saldo acumulado em 2026.

Para Evânio Felippe, coordenador do Núcleo de Assessoria Econômica da Fiep, os números indicam um mercado de trabalho industrial que segue gerando vagas, embora em ritmo mais moderado. “O saldo positivo acumulado de mais de 25 mil empregos mostra que a indústria e a construção continuam contribuindo de forma importante para o mercado de trabalho paranaense. Ao mesmo tempo, a desaceleração observada em julho e a queda em relação ao acumulado do ano anterior sinalizam um cenário que exige atenção nos próximos meses”, avalia.

Alimentos lideram geração de vagas

Entre as atividades industriais, a fabricação de produtos alimentícios teve o melhor desempenho em julho, com 871 novos empregos. Na sequência aparecem obras de infraestrutura, com 302 vagas; fabricação de produtos de borracha e material plástico, com 248; fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com 221; e serviços especializados para construção, com 161.

A liderança do segmento de alimentos também se mantém no acumulado do ano. De janeiro a julho, foram 6.867 vagas, seguido por obras de infraestrutura, com 4.502; construção de edifícios, com 2.384; serviços especializados para construção, com 2.162; e confecção de artigos do vestuário e acessórios, com 1.546 empregos.

Por outro lado, algumas atividades encerraram julho com redução de postos de trabalho. As maiores perdas ocorreram em manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-292), construção de edifícios (-275), fabricação de máquinas e equipamentos (-209), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-196) e fabricação de produtos de madeira (-179). No acumulado do ano, fabricação de máquinas e equipamentos registra saldo de -124 vagas, fabricação de produtos têxteis, de -74, e fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, de -40.

Indústria responde por 22% das vagas de julho

Entre os grandes setores da economia, serviços lideraram a geração de empregos, com 1.497 vagas, seguidos pela indústria, com 411. Agropecuária e comércio apresentaram resultados negativos, de -516 e -869 postos de trabalho, respectivamente. A participação da indústria no mercado de trabalho ganha relevância quando comparada ao desempenho geral da economia paranaense em julho. Indústria e construção responderam juntas por 22% do saldo de empregos do estado no mês.

No comparativo nacional, o Paraná ficou na 17ª posição entre os estados na geração de empregos pela indústria e construção em julho. O saldo de 411 vagas ficou abaixo das 2.591 registradas em julho de 2025, uma variação de -85%. Minas Gerais aparece na primeira colocação, com 3.749 vagas, seguido por Espírito Santo, com 2.859, e Bahia, com 2.686.

Segundo Felippe, a composição dos resultados também reforça a necessidade de acompanhar as diferenças entre os segmentos. “Há atividades com geração expressiva de empregos, especialmente alimentos e infraestrutura, ao mesmo tempo em que outros segmentos registraram perdas no mês. Essa dinâmica mostra que o desempenho não é homogêneo e que a evolução do emprego industrial dependerá do comportamento das diferentes cadeias produtivas ao longo do segundo semestre”, afirma.

Mesmo diante da perda de ritmo em julho, o saldo acumulado de 25.441 vagas em 2026 mantém indústria e construção como importantes geradores de emprego no Paraná. A evolução dos próximos meses será determinante para indicar se o setor conseguirá sustentar o saldo positivo e reduzir a diferença em relação ao desempenho registrado no ano anterior.

Com informações: Agência Sistema Fiep
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