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Polícia conclui que morte de fotógrafa em Sapopema foi acidental

Investigação apontou que visitantes assinaram termo de responsabilidade, receberam avisos da equipe do parque e decidiram atravessar rio por conta própria em dia com nível de água elevado

Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas durante cinco dias na região de mata fechada do complexo turístico Salto das Orquídeas até localizarem o corpo da fotógrafa
Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas durante cinco dias na região de mata fechada do complexo turístico Salto das Orquídeas até localizarem o corpo da fotógrafa -

Publicado por Eduarda Gomes

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito sobre a morte da fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, e determinou que a tragédia corrida no complexo turístico Salto das Orquídeas, em Sapopema, no Norte do estado, foi acidental. Com a finalização dos trabalhos, o delegado responsável pelo caso, Thiago Luiz dos Santos, confirmou que não houve constatação de prática criminosa e, por esse motivo, nenhuma pessoa foi indiciada. O laudo pericial oficial confirmou que a causa da morte da jovem moradora de Londrina foi asfixia mecânica por afogamento.

Durante a apuração, os investigadores identificaram que as próprias vítimas assumiram os riscos da caminhada. Imagens gravadas por câmeras de segurança comprovaram que Ana Paula e a amiga, Ana Carolyne, assinaram um termo de responsabilidade antes de entrarem na trilha.

Conforme informações divulgadas no portal de notícias TNOnline, depoimentos prestados à polícia confirmaram unanimemente que as duas jovens foram formalmente orientadas pela equipe do complexo turístico a não realizar a travessia do rio. A análise de mensagens registradas nos celulares das envolvidas também descartou qualquer tipo de desavença entre as amigas, reforçando a avaliação policial de que ambas se colocaram em situação de perigo de forma autônoma.

O acidente ocorreu no dia 25 de julho. As duas visitantes caminhavam sozinhas em direção a um mirante quando optaram por atravessar o rio Lajeado Liso com apoio de cordas. Na ocasião, o nível do rio estava aproximadamente 40 centímetros acima do normal. Ao tentar concluir a travessia, Ana Paula perdeu o equilíbrio e foi levada pela força da água. O corpo da vítima foi localizado cinco dias depois, em 30 de julho, após intensas buscas em área de mata fechada.

A amiga Ana Carolyne tentou socorrer a fotógrafa, acabou caindo na água e também foi arrastada, mas conseguiu sobreviver ao se agarrar a uma pedra que não estava submersa, a cerca de 500 metros da queda d'água principal. Como o local não possuía sinal de telefonia ou internet para pedido de resgate, a jovem passou a noite isolada na mata.

O resgate ocorreu na manhã do dia 26 de julho, quando um funcionário do parque foi verificar o nível do rio, avistou a sobrevivente e acionou a Polícia Militar. Ana Carolyne sofreu uma fratura em uma vértebra da coluna, recebeu atendimento médico em hospitais de Cornélio Procópio e Londrina e teve alta hospitalar no dia 29 de julho.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Conclusão do Inquérito: A Polícia Civil do Paraná encerrou o caso sem indiciamentos ao confirmar que a morte da fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso foi acidental, decorrente de asfixia mecânica por afogamento.

- Assunção de Risco: Imagens e depoimentos comprovaram que as jovens assinaram termo de responsabilidade e ignoraram os alertas explícitos da equipe do local para não atravessar o rio Lajeado Liso.

- Resgate e Sobrevivente: Ana Paula foi levada pela correnteza e encontrada sem vida após cinco dias de buscas, enquanto a amiga sobreviveu agarrada a uma pedra, passou a noite na mata e foi resgatada na manhã seguinte com uma fratura na coluna.

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