Aeroporto de Maringá: Novo ciclo de crescimento que projeta a cidade para o futuro
Os números impressionam, mas o que realmente chama a atenção é a transformação estratégica do terminal em um ativo cada vez mais relevante para a economia regional

Poucas estruturas conseguem representar tão bem o desenvolvimento de uma cidade quanto seu aeroporto. Um aeroporto moderno funciona como mais uma possibilidade para investimentos, turismo, negócios e oportunidades. Em Maringá, essa realidade ganha contornos ainda mais expressivos.
Dentre 2025 e 2026, o Aeroporto Regional de Maringá vive o maior ciclo de crescimento, modernização e investimentos de sua história. Os números impressionam, mas o que realmente chama a atenção é a transformação estratégica do terminal em um ativo cada vez mais relevante para a economia regional.
O conjunto de ações realizadas neste período demonstra o foco em eficiência, inovação, geração de receitas e melhoria da experiência dos usuários. O resultado é um aeroporto mais moderno, mais competitivo e preparado para atender às demandas das próximas décadas.
Crescimento sustentado e resultados históricos
Em 2025, o Aeroporto de Maringá registrou o maior movimento de passageiros de toda a sua história. Foram 883.855 passageiros transportados ao longo do ano, um crescimento de 13,44% em comparação com 2024. Apenas no mês de janeiro, passaram pelo terminal 59.829 passageiros, o melhor resultado para o período desde 2021.
O crescimento também foi acompanhado pelo aumento da movimentação aérea. Durante o ano, foram realizados 3.863 voos comerciais, alta de 13,28% em relação ao ano anterior.
Os números refletem não apenas a retomada e expansão no setor aéreo brasileiro, mas também o fortalecimento de Maringá como polo regional de negócios, serviços, saúde, educação e tecnologia.
Um aeroporto que gera valor
O desempenho operacional veio acompanhado de resultados financeiros igualmente expressivos.
Em 2025, o Aeroporto de Maringá alcançou a maior receita operacional bruta de sua história: aproximadamente R$ 37 milhões. O resultado superou o recorde anterior, registrado em 2024, quando a receita atingiu cerca de R$ 32 milhões.
Parte desse avanço foi impulsionada pela estratégia de valorização dos espaços comerciais do terminal.
Um dos marcos desse processo foi a implantação da primeira sala VIP do aeroporto. A licitação foi vencida pela W Premium Group, que apresentou uma proposta de R$ 95 mil mensais pelo uso da área, valor quatro vezes superior ao mínimo previsto no edital. Ao longo dos cinco anos de contrato, a receita estimada para o aeroporto ultrapassa R$ 5,7 milhões.
O sucesso da iniciativa levou à implantação de uma segunda sala VIP. A empresa Advantage venceu a concorrência e firmou contrato com repasses mensais de R$ 84 mil, gerando mais de R$ 5 milhões em receitas durante a vigência contratual.
Outro exemplo da valorização dos ativos do terminal ocorreu com a concessão de uma área destinada à locação de veículos. A proposta vencedora ultrapassou R$ 36 mil mensais, representando um retorno superior a R$ 4,4 milhões ao longo do contrato (valor 125% superior ao anterior), além de participação de 5% sobre a receita do negócio.
Esses resultados demonstram a capacidade do aeroporto de ampliar receitas próprias, fortalecendo sua sustentabilidade financeira e reduzindo a dependência de recursos externos.
Mais conforto, tecnologia e eficiência
A modernização da infraestrutura também avançou significativamente.
Em 2025, cerca de R$ 1 milhão em recursos próprios foram investidos em melhorias no terminal de passageiros. As intervenções incluíram a modernização da sala de embarque, a ampliação da capacidade de processamento de passageiros e a reforma completa dos banheiros.
As melhorias tiveram um objetivo claro: proporcionar mais conforto, reduzir filas e tornar a experiência de viagem mais ágil e eficiente.
Nesse contexto, e de forma inétida no Paraná, um dos avanços mais importantes foi a implantação dos e-gates, tecnologia que permite a leitura automática dos cartões de embarque e o controle eletrônico de acesso às áreas de segurança.
O Aeroporto de Maringá tornou-se o primeiro do Paraná a adotar esse sistema, reforçando sua posição de vanguarda entre os aeroportos regionais brasileiros.
Retomada das operações internacionais de carga
Outro capítulo importante dessa transformação foi a retomada das operações internacionais de carga.
Em maio de 2026, a Gollog iniciou a operação de DTA (Declaração de Trânsito Aduaneiro) no Aeroporto de Maringá. Na prática, isso permite que cargas internacionais desembarquem inicialmente em Guarulhos e sejam posteriormente transferidas por via aérea para Maringá, onde ocorre o desembaraço aduaneiro junto à Receita Federal.
A conquista marca o retorno das cargas internacionais ao município após uma interrupção de aproximadamente dez anos.
Para a região, o impacto é significativo. Empresas locais passam a contar com mais agilidade logística, redução de custos operacionais e maior competitividade para atuar em mercados nacionais e internacionais.
Reconhecimento e responsabilidade
O desenvolvimento do aeroporto também tem sido acompanhado por avanços em governança e responsabilidade socioambiental.
Em novembro de 2025, o terminal recebeu o Selo Ouro ImpactAcim, concedido pelo Instituto Acim. Foi o primeiro reconhecimento formal das práticas ESG desenvolvidas pela instituição, contemplando iniciativas ligadas à sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e governança corporativa.
Investimentos futuros
Se os resultados recentes impressionam, os projetos para os próximos anos indicam um horizonte ainda mais promissor.
Em março de 2026, foram autorizadis repasses para a realização de um amplo programa de modernização e ampliação da estrutura aeroportuária, com investimentos totais de R$ 128 milhões.
Desse montante, R$ 118 milhões serão destinados à expansão e modernização do terminal de passageiros, incluindo novos espaços comerciais, ampliação do estacionamento para até 800 veículos, áreas para eventos ligados à aviação e a implantação de um terminal intermodal integrado a táxis, aplicativos, ônibus, vans e locadoras.
Outros R$ 10 milhões serão aplicados na reforma e ampliação da torre de controle.
Mais do que uma obra de infraestrutura, trata-se de um investimento estratégico para preparar Maringá para as demandas de crescimento das próximas décadas.
Porta de entrada para o desenvolvimento
Ao observar os resultados alcançados e os projetos em andamento, fica evidente que o Aeroporto de Maringá atravessa um momento singular de sua trajetória.
O terminal deixou de ser apenas um equipamento de transporte para se consolidar como um agente de desenvolvimento econômico, geração de receitas, atração de investimentos e fortalecimento da competitividade regional.
Em uma cidade reconhecida nacionalmente pelo planejamento urbano, pela qualidade de vida e pelo dinamismo econômico, o aeroporto assume um papel cada vez mais estratégico: conectar Maringá ao Brasil, ao mundo e às oportunidades que moldam o futuro.





















