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Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar arma apreendida em blitz

Motorista parado pela PM se identificou como servidor do GSI

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) -

Publicado por Lucas Veloso

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro preste esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre uma arma de fogo de propriedade de Bolsonaro apreendida em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite de ontem (15).

O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o dia 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana - com informações de Agência Brasil.

De acordo com a decisão de Moraes, a arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

Na decisão, Moraes pede que a defesa de Bolsonaro esclareça a razão pela qual o ex-presidente mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente, e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido à título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento.

O ministro pede ainda que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da PMDF e responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar humanitário, esclareça se a ordem judicial de revista nos carros que saem da residência de Bolsonaro – inclusive em veículos oficiais que fazem a segurança do ex-presidente - está sendo cumprida integralmente.

Antes da decisão que autorizou a prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.

CONFIRA UM RESUMO DA NOTÍCIA:

STF pede explicações sobre arma ligada a Bolsonaro: O ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro esclareça, em até 24 horas, por que uma arma de sua propriedade estava sendo transportada e passava por reparo enquanto ele cumpre prisão domiciliar.

Arma foi apreendida durante blitz no Distrito Federal: A pistola Glock calibre 9 mm e um carregador sobressalente foram encontrados em um veículo conduzido por um servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que afirmou ter retirado o armamento para manutenção e que pretendia devolvê-lo no dia seguinte.

Moraes também cobra informações sobre fiscalização: O ministro solicitou ao comandante responsável pela segurança de Bolsonaro que informe se as determinações de revista dos veículos que saem da residência do ex-presidente estão sendo cumpridas, enquanto prosseguem as medidas relacionadas ao cumprimento de sua prisão domiciliar.

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