Alcolumbre teria recebido R$ 155 milhões de Vorcaro, diz revista
Valor teria sido depositado em conta secreta no exterior e, posteriormente, transferido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre

A proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, inclui informações de repasses feitos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo reportagem publicada pela revista Veja nesta quinta-feira (11), Vorcaro teria repassado US$ 30 milhões ao senador (R$ 155 milhões na cotação atual).
O montante teria sido depositado em conta secreta no exterior e, posteriormente, transferido a Alcolumbre como contrapartida pelo apoio do parlamentar a uma demanda de interesse do Banco Master. A operação, ainda segundo a proposta de delação, teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
Na noite desta quinta, o senador se manifestou sobre o caso, por meio de nota. Alcolumbre diz que as informações “são absolutamente falsas, não procedem” e que serão “enfrentadas com a máxima firmeza”.
“O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir”, diz trecho da nota.
As informações constam da segunda proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro, rejeitada pela Polícia Federal na quarta-feira (10).
Na avaliação da PF, a nova proposta de delação continuou sem trazer fatos inéditos ou elementos considerados relevantes para o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.
Vorcaro, Rueda e PT Bahia
A segunda proposta apresentada por Vorcaro também menciona supostos pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia.
Rueda nega irregularidades e afirma não ter relação pessoal com Vorcaro, embora reconheça que seu escritório de advocacia prestou serviços ao Banco Master.
Já o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), citado no contexto das operações do programa Credcesta na Bahia, também nega proximidade com o empresário.
Ele afirma ter se encontrado com Vorcaro apenas uma vez, em agenda institucional, e defende a apuração dos fatos.
Com informações do Metrópoles.
Leia o resumo da notícia
- Delação cita suposto repasse a senador: A proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro afirma que US$ 30 milhões teriam sido transferidos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como contrapartida por apoio a interesses do Banco Master. A suposta operação teria sido intermediada por Augusto Lima.
- Alcolumbre nega as acusações: Em nota, Davi Alcolumbre classificou as informações como falsas, afirmou nunca ter recebido valores no Brasil ou no exterior e informou que adotará medidas judiciais cíveis e criminais contra os responsáveis pelas acusações.
- PF rejeitou a proposta e outros nomes foram citados: A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação por considerar que ela não trouxe fatos novos ou elementos relevantes para a investigação da Operação Compliance Zero. O documento também menciona supostos pagamentos a Antônio Rueda e integrantes do PT da Bahia. Tanto Rueda quanto Rui Costa negaram irregularidades.





















