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Morre o filósofo francês Edgar Morin, criador do Pensamento Complexo

Autor de mais de 30 livros, intelectual francês morreu aos 104 anos e marcou a filosofia, a educação e a comunicação

Nascido em Paris, em 1921, com o nome Edgar Nahoum, o pensador era filho de uma família judaica
Nascido em Paris, em 1921, com o nome Edgar Nahoum, o pensador era filho de uma família judaica -

Publicado por Iolanda Lima

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O filósofo e sociólogo francês Edgar Morin morreu aos 104 anos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (29), sem divulgação da causa ou do local da morte.

A notícia foi comunicada pela Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, instituição internacional sediada no México, que se dedica à obra do pesquisador.

“Com profundo respeito e gratidão, lamentamos o falecimento de Edgar Morin, pensador universal, mestre da complexidade e guia humanista de nossa comunidade acadêmica”, diz o comunicado.

Autor de mais de 30 livros, Morin se consolidou como uma das principais referências intelectuais dos séculos XX e XXI. Ele deixa duas filhas, fruto do casamento com Irène Chapellaubeau, e completaria 105 anos em 8 julho. As informações são do Metrópoles

Nascido em Paris, em 1921, com o nome Edgar Nahoum, o pensador era filho de uma família judaica. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), integrou a Resistência Francesa contra a ocupação nazista e adotou o sobrenome Morin, que utilizaria pelo resto da vida.

O comunicado também reforçou o impacto de Morin para a ciência: “Sua obra seguirá sempre viva em cada esforço para conectar os saberes, compreender a condição humana e pensar o mundo a partir de uma visão integradora”.

Entre suas principais contribuições está a Teoria do Pensamento Complexo, abordagem que busca superar a fragmentação do conhecimento. Em vez de analisar os fenômenos em partes isoladas, propõe compreender o mundo através da religação dos saberes, reconhecendo que tudo está interligado e sujeito a incertezas.

Em parceria com a Unesco, Morin publicou em 1999 o livro Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, obra que discute os desafios da educação no novo milênio. No campo da comunicação, tornou-se referência com Cultura de Massa no Século XX: O Espírito do Tempo (1962), livro em que analisa a relação entre arte, mídia e consumo de massa.

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