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Planalto é pego de surpresa com decisão dos EUA sobre PCC e CV

Integrantes do Planalto afirmam que foram pegos de surpresa com a decisão dos EUA, mas avaliam que Lula deve ouvir aliados antes de reagir

Integrantes do entorno do petista dizem que não esperavam que o presidente dos EUA adotasse a medida após o encontro que teve com Lula
Integrantes do entorno do petista dizem que não esperavam que o presidente dos EUA adotasse a medida após o encontro que teve com Lula -

Publicado por Iolanda Lima

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Assessores do presidente Lula no Palácio do Planalto afirmam ter sido pegos de surpresa pela decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Integrantes do entorno do petista dizem que não esperavam que o presidente dos EUA, Donald Trump, adotasse a medida após o encontro que manteve com Lula, em 7 de maio. As informações são do Metrópoles.

A avaliação no Planalto, porém, é de que tanto o governo quanto o PT agirão com cautela antes de definir qual linha política e diplomática seguir diante da decisão americana.

Interlocutores de Lula afirmam que o presidente deve ouvir ministros, diplomatas, integrantes da área de segurança e dirigentes do partido antes de bater o martelo sobre uma reação pública.

Aliados do petista admitem, no entanto, que a medida adotada por Trump irá fortalecer politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve nos Estados Unidos nesta semana e pediu ao presidente americano uma postura mais dura em relação às facções criminosas brasileiras.

O que aconteceu

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que classificará as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

A medida faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump de endurecer o combate ao crime organizado internacional e ampliar sanções contra grupos ligados ao narcotráfico.

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