Estudantes ocupam reitoria da USP; instituição cita 'escalada de violência'
Em nota, o DCE Livre (Diretório Central dos Estudantes) disse que a manifestação foi pacífica e que a ação se da em razão da decisão da reitoria de fechar a mesa de negociação

Estudantes que participam da greve da Universidade de São Paulo derrubaram um portão e ocuparam, nesta quinta-feira (7), a reitoria da instituição. Os manifestantes pedem a reabertura da mesa de negociação entre o comando da greve e o reitor Aluísio Segurado.
A Reitoria da USP divulgou uma nota lamentando a invasão do prédio e afirmando que o ato foi uma "escalada de violência com danos ao patrimônio público".
Em nota, o DCE Livre (Diretório Central dos Estudantes) disse que a manifestação foi pacífica e que a ação se da em razão da decisão da reitoria de fechar a mesa de negociação, sem o acordo não apenas dos negociadores, mas sobretudo da grande maioria dos cursos que seguem em greve em mais de 3 semanas.
"A nossa reivindicação é justa e precisa ser atendida. Se a Reitoria quer acabar com a greve, não será ignorando a forte mobilização que os estudantes estão fazendo, mas atendo nosso pedido de escuta [...] O que é um ato de violência não é lutar por nossos direitos, mas ter que conviver com bolsas insuficientes, larvas na comida e moradia precária", diz o comunicado.
Veja a nota na íntegra da Universidade;
"A Universidade de São Paulo vem a público lamentar profundamente a escalada de violência que levou, na tarde de hoje, à invasão do prédio principal da Reitoria por manifestantes, com danos ao patrimônio público.
Diante dessa situação, e respaldada juridicamente, a Universidade adotou as medidas cabíveis, acionando as forças de segurança pública que, já presentes no local, atuam para evitar a ocupação de outros espaços e prevenir maiores danos patrimoniais. Em toda a ação, serão priorizadas a segurança e a integridade física de todos os envolvidos.
A USP garante que suas unidades de ensino e pesquisa, institutos especializados, museus e órgãos da administração central manterão regularmente suas atividades, cumprindo a missão institucional que lhe foi confiada pela sociedade paulista que nos mantém."
As informações são da CNN Brasil, que entrou em contato com a Policia Militar, que afirmou que "até o momento estão pacíficos".
A paralisação, que começou em 14 de abril, pedia por isonomia em relação a gratificações dadas pela Universidade apenas ao corpo de professores.
No acordo, a reitoria afirmou que pretende igualar o recurso destinado às gratificações para as duas categorias em greve. O pagamento dessas gratificações depende do envio de uma proposta estruturada para órgãos técnicos da Universidade, ainda sem previsão de data.





















