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PF e PGR decidem refazer delação de empresário ligado a fraudes no INSS

Órgãos identificaram inconsistências no acordo de Maurício Camisotti, apontado como peça-chave no núcleo financeiro do esquema

Prédio do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em Brasília
Prédio do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em Brasília -

Publicado por Iolanda Lima

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A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República decidiram refazer, de forma conjunta, a colaboração premiada do empresário Maurício Camisotti, investigado no escândalo de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS.

A decisão foi tomada após a PF identificar inconsistências nas informações apresentadas pelo empresário em sua delação inicial. Diante disso, a corporação solicitou a retomada das negociações.

Instada a se manifestar, a PGR afirmou concordar com a medida, mas destacou ser necessária a participação do órgão nas tratativas.

Camisotti é apontado pela Polícia Federal como beneficiário e personagem central do chamado "núcleo financeiro" do esquema, que envolvia fraudes em descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas.

Ele foi preso em setembro, na mesma operação que levou à detenção de Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", que permanece preso.

Além da colaboração de Camisotti, outras duas delações relacionadas ao caso estão em negociação: a do procurador federal Virgílio Oliveira Filho, preso desde novembro do ano passado; e a de André Fidelis, que ocupou o cargo de diretor de benefícios do INSS até julho de 2024. As informações são da CNN Brasil.

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