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ECA Digital impõe novas regras em redes sociais, jogos e sites

Nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e Adolescentes, mas estabelece diretrizes mais rigorosas de segurança no mundo virtual

Legislação proíbe monetização ou impulsionamento de conteúdos de menores de forma sexualizada
Legislação proíbe monetização ou impulsionamento de conteúdos de menores de forma sexualizada -

Publicado por João Bobato

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A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) n° 15.211/2025, começou a valer no Brasil nessa terça-feira (17). A norma estabelece diretrizes para plataformas como redes sociais, jogos, serviços de vídeo e lojas virtuais, garantindo que os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente também sejam aplicados no meio digital.

Sancionada em setembro de 2025, a legislação não substitui o ECA tradicional, mas reforça regras e responsabilidades, sendo considerada por especialistas como um avanço significativo na proteção infantojuvenil. A proposta ganhou força após debate público impulsionado por denúncias sobre a exposição e sexualização de menores nas redes sociais, popularizadas pelo influenciador Felca.

Entre os principais pontos, a lei proíbe a monetização e o impulsionamento de conteúdos que sexualizem crianças e adolescentes ou utilizem linguagem inadequada para a idade. Especialistas apontam que a medida acompanha um movimento internacional de regulação das plataformas digitais, buscando integrar políticas públicas e ampliar a proteção contra riscos online.

Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostram que, em 2025, 92% das crianças e adolescentes brasileiros com idades de 9 a 17 anos acessavam a internet, o que representa cerca de 24,5 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, 85% desse público têm perfil em, pelo menos, uma das plataformas investigadas.

Em um recorte mais específico, os dados mostram que na faixa etária de 9 e 10 anos, 64% dos usuários têm perfil em rede social. Esse percentual sobe para 79% entre o público de 11 e 12 anos; e para 91% entre usuários de 13 e 14 anos. Quase todos (99%) os usuários de internet com idade de 15 a 17 anos têm perfil em, ao menos, uma plataforma.

Com o ECA Digital, a segurança na Internet dos usuários com menos de 18 anos deverá ser compartilhada entre as empresas de tecnologia e as famílias

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