Netanyahu afirma que Israel está 'quebrando os ossos' e promete novas ofensivas ao Irã
Premiê diz que operações militares buscam desmantelar estruturas do governo do Irã e abrir caminho para a “libertação” da população

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (9) que o país continuará intensificando suas ações militares contra o Irã. Segundo ele, as operações em andamento estariam enfraquecendo diretamente as bases do regime iraniano. As informações são da CNN Brasil.
Durante visita ao Centro Nacional de Comando de Saúde, o líder israelense adotou um tom duro ao comentar os objetivos das ofensivas.
“Não há dúvida de que, por meio das ações tomadas até agora, estamos quebrando suas estruturas e ainda há mais por vir”, declarou Netanyahu.
De acordo com o premiê, a estratégia militar tem como meta desmontar os pilares do sistema político iraniano e abrir caminho para mudanças internas no país.
Pressão sobre o regime iraniano
Segundo autoridades israelenses, a ofensiva busca atingir diretamente estruturas do governo em Teerã e o sistema clerical que sustenta o regime. Netanyahu também afirmou que Israel espera que as ações militares contribuam para que a população iraniana se liberte do atual modelo político.
O governo israelense avalia que a pressão militar pode enfraquecer o poder central e provocar mudanças no comando do país.
Conflito escalou após ataque inicial
Conforme informações da CNN Brasil, a escalada do conflito começou em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Desde então, os confrontos evoluíram para um cenário de guerra aberta na região.
Enquanto Israel concentra suas ações contra estruturas políticas e religiosas do regime iraniano, os Estados Unidos estariam direcionando esforços para neutralizar o programa nuclear e a capacidade de mísseis do país.
Tensões afetam mercado de energia
Em resposta às ofensivas, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) ameaçou bloquear totalmente o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz caso os ataques continuem.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu ao cenário e afirmou que qualquer tentativa de interromper o fluxo global de energia poderá provocar uma resposta militar contundente.
Segundo ele, eventuais ações iranianas podem resultar em retaliações “vinte vezes mais fortes” contra o território do país.
A instabilidade no Oriente Médio já provoca reflexos na economia global. O preço do barril de petróleo passou a oscilar em torno de US$ 100, enquanto países vizinhos registram impactos diretos do conflito.
O Bahrein, por exemplo, relatou danos em infraestruturas energéticas após ataques com drones contra a refinaria da Bapco.
Continuidade política no Irã
Especialistas apontam que a nomeação de Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai no cargo de líder supremo indica uma tentativa de manter a continuidade política em Teerã.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã também afirmou que, diante do atual cenário de confronto, não há espaço para negociações diplomáticas.
RESUMO DA MATÉRIA;
- Benjamin Netanyahu afirmou que Israel está “quebrando os ossos” do regime iraniano e que novas ofensivas devem ocorrer.
- Conflito entre Israel e Irã escalou após ataque que matou o líder supremo Ali Khamenei.
- Tensões no Oriente Médio já impactam o mercado de petróleo e geram ameaças de bloqueio no Estreito de Ormuz.





















