Ataques ao STF e a Lula marcam ato bolsonarista e impulsionam discurso de Flávio | aRede
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Ataques ao STF e a Lula marcam ato bolsonarista e impulsionam discurso de Flávio

Manifestação na Avenida Paulista reuniu 20,4 mil pessoas, teve críticas diretas ao Supremo e ao presidente Lula e reforçou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto

Flávio Bolsonaro em discurso durante protesto na Avenida Paulista, em São Paulo.
Flávio Bolsonaro em discurso durante protesto na Avenida Paulista, em São Paulo. -

João Victor

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A manifestação bolsonarista realizada neste domingo (1º), na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 20,4 mil pessoas, segundo levantamento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), da Universidade de São Paulo (USP) e da ONG More in Common. O ato marcou a retomada de ataques da ala mais radical do bolsonarismo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e evidenciou o tom eleitoral que o senador Flávio Bolsonaro deve adotar na disputa presidencial, conforme informações do Portal Metrópoles.

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Críticas ao STF e foco em Lula

Convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sob o lema “Acordo Brasil”, o ato contou com discursos do pastor Silas Malafaia e de outras lideranças que direcionaram críticas ao STF. O ministro Alexandre de Moraes foi alvo de acusações envolvendo o Banco Master, e oradores afirmaram que o destino dele seria a “cadeia”.

Já Flávio adotou postura diferente. Sem citar nominalmente ministros da Corte, concentrou críticas no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nós sempre dissemos que o Supremo é fundamental para a democracia, mas estão destruindo a democracia a pretexto de defendê-la para atingir Bolsonaro”, afirmou o senador, sem mencionar magistrados.

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Discurso eleitoral e acenos a aliados

Em cima de um trio elétrico, Flávio fez referências a escândalos como mensalão e petrolão, mencionou suspeitas envolvendo o filho mais velho de Lula no caso conhecido como “Farra do INSS” — revelado pelo Metrópoles e investigado pela Polícia Federal — e afirmou que pretende retomar o legado do governo de seu pai, Jair Bolsonaro.

“Eu quero falar para as pessoas que me atacam, porque eu aprendi honestidade em casa, sou filho de Bolsoanro, não sou filho do Lula. Porque se eu fosse filho do Lula estaria sendo acusado de receber mensalão de R$ 300 mil do roubo dos aposentados do INSS”, disse Flávio em seu discurso.

O senador também elogiou governadores cotados no cenário presidencial, como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, além de fazer acenos a mulheres, evangélicos e beneficiários do Bolsa Família.

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Público abaixo da média

Esta foi a primeira manifestação após Flávio ser anunciado pelo pai como pré-candidato ao Planalto e também desde a prisão de Jair Bolsonaro no batalhão da Polícia Militar no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

GALERIA DE FOTOS

  • Manifestantes pedem a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro
    Manifestantes pedem a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro
  • Manifestantes pedem a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro
    Manifestantes pedem a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro

Embora tenham ocorrido atos em ao menos 17 cidades — sendo 13 capitais —, o maior público foi registrado na capital paulista. Ainda assim, o número ficou abaixo da média dos protestos realizados na Paulista no ano anterior. Em 2025, as manifestações da direita variaram entre 12 mil e 45 mil pessoas, com média superior a 30 mil participantes por ato.

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RESUMO DA MATÉRIA:

- Manifestação na Avenida Paulista reuniu 20,4 mil pessoas, segundo levantamento da USP.

- Ala radical retomou críticas ao STF, enquanto Flávio concentrou ataques em Lula.

- Senador reforçou pré-candidatura ao Planalto e fez acenos a aliados e grupos do eleitorado.

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