Nikolas diz que caminhada não é 'vaidade' e defende presos do 8 de Janeiro | aRede
PUBLICIDADE

Nikolas diz que caminhada não é 'vaidade' e defende presos do 8 de Janeiro

Deputado afirma, em carta aberta, que ato é um 'chamado à consciência nacional'

Nikolas Ferreira e apoiadores caminham rumo à brasília em protesto
Nikolas Ferreira e apoiadores caminham rumo à brasília em protesto -

João Victor

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a “Caminhada pela liberdade e justiça”, iniciada nesta segunda-feira (19), “não é um gesto de vaidade, é um ato de consciência”. A mobilização, segundo o parlamentar, tem como objetivo protestar contra o que classifica como “prisões injustas” relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e à situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são do Congresso em Foco.

Em carta aberta divulgada pelo deputado, Nikolas declarou que “a liberdade não se pede de joelhos, defende-se de pé”. No texto, ele critica o tratamento dado aos presos e afirma que “a desumanização dos brasileiros presos após o dia 8, submetidos a processos ilegais, parciais e arbitrários, bem como a perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro, não são fatos isolados”.

Ainda segundo o parlamentar, esses episódios seriam “sintomas de algo muito mais profundo e perigoso: o cansaço moral de uma nação que vê o mal triunfar sem consequências”. O ponto de partida da caminhada foi o município de Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, próximo à divisa com Goiás, a cerca de 240 quilômetros de Brasília.

Nikolas afirmou que a chegada à capital federal está prevista para o dia 25 de janeiro. “Para mostrar, com presença física e pacífica, que ainda há brasileiros atentos, solidários e comprometidos com a justiça”, escreveu. O deputado também classificou a iniciativa como um “chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal”.

A mobilização foi divulgada pelo próprio parlamentar por meio de um vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (19). Na gravação, Nikolas afirmou que a caminhada tem caráter simbólico e busca chamar a atenção para decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do governo federal.

Leia a íntegra da carta

CARTA ABERTA AO POVO DO BRASIL

Escrevo estas linhas para explicar, com o coração aberto, por que decidi caminhar de Minas Gerais até Brasília. Não é um gesto de vaidade. Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade.

A desumanização dos brasileiros presos após o dia 8, submetidos a processos ilegais, parciais e arbitrários, bem como a perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro, não são fatos isolados. São sintomas de algo muito mais profundo e perigoso: o cansaço moral de uma nação que vê o mal triunfar sem consequências, escândalos sucederem escândalos, o crime organizado avançar sobre o território e as instituições, enquanto o cidadão honesto é esmagado por um Estado inerte para proteger o bem, mas voraz para cobrar impostos.

Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós. O povo brasileiro encontra-se inerte, não apenas pelo medo, como muitos acreditam, mas por um estado de paralisia psicológica construído de forma deliberada e intencional.

Dito isso, este ato é uma etapa pela liberdade e pelo tratamento digno aos presos do dia 8 de janeiro, que foram submetidos a violações de direitos humanos e de garantias fundamentais. E também ao Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins, Coronel Naime e tantos outros que sofrem dos mesmos abusos processuais.

Por isso, esta causa passa, necessariamente, pela derrubada do veto à dosimetria das penas no Congresso.

Chegarei a Brasília no dia 25 de janeiro para mostrar, com presença física e pacífica, que ainda há brasileiros atentos, solidários e comprometidos com a justiça, com a dignidade humana e com a liberdade.

E se nada der "certo"? Ainda assim, precisamos fazer o que é certo, sem viver apenas da expectativa de que tudo dê certo. Se os presos injustamente do dia 8 e o presidente Jair Bolsonaro se sentirem acolhidos, perceberem o carinho do povo brasileiro, souberem que não estão abandonados e houver um despertar da consciência nacional, então cada quilômetro percorrido já terá valido a pena.

A caminhada será ordeira e pacífica. Não tem como objetivo praticar crimes ou gerar desordem. Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão.

E não, esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico - e símbolos importam mais do que muitos imaginam.

Que cada brasileiro saiba: a liberdade não se pede de joelhos; defende-se de pé.

Pelo fim das prisões injustas,

Pelo fim da impunidade,

Pelo fim da perseguição política,

Pelo fim do ativismo judicial,

Por liberdade,

Nikolas Ferreira

LEIA ABAIXO O RESUMO DA MATÉRIA: 

- Nikolas Ferreira iniciou caminhada em defesa de presos do 8 de Janeiro e de Jair Bolsonaro.

- Deputado afirma que o ato “não é vaidade”, mas um “chamado à consciência nacional”.

- Chegada a Brasília está prevista para 25 de janeiro, após percurso iniciado em Paracatu (MG).

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right