Mulheres representam maioria do eleitorado ponta-grossense

A primeira mulher brasileira a votar foi a professora Celina Guimarães Viana, que foi às urnas em cinco de abril de 1928 na cidade de Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte.

Jovem Sthefany
Jovem Sthefany -

Da Redação

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A primeira mulher brasileira a votar foi a professora Celina Guimarães Viana, que foi às urnas em cinco de abril de 1928 na cidade de Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte.

A conquista do direito ao voto do gênero feminino não é tão antiga do ponto de vista histórico como muitos acreditam, no Brasil há menos de um século as mulheres não participavam das escolhas políticas do país, foi somente em 1932 que o Código Eleitoral Brasileiro passou a assegurar o voto feminino e em 1934 foi incorporado na Constituição Federal, porém nem todas as mulheres podiam votar, apenas as casadas, com autorização dos maridos, solteiras e viúvas com renda própria. 

A primeira mulher brasileira a votar foi a professora Celina Guimarães Viana, que foi às urnas em cinco de abril de 1928 na cidade de Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte, Celina solicitou seu registro para participar da eleição municipal em um cartório de Mossoró, antes do decreto do presidente Getúlio Vargas (que só assumiria o poder em 1930 e autorizaria o voto feminino em 1932). Celina ingressou na lista de eleitores baseando-se na constituição estadual do Rio Grande do Norte, a iniciativa dela incentivou outras mulheres a fazerem o mesmo.

Em Ponta Grossa, o número de eleitores aptos a votar chega a quase 240 mil, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desse total, as mulheres representam 53% da população votante.

Victória Cabrini Ribas tem 90 anos e faz questão de votar em todas as eleições. A primeira vez que votou foi aos 20 anos de idade. Além de ressaltar a importância do voto feminino, Victória diz que se fosse mais jovem queria participar ativamente da política se candidatando a algum cargo político. “Nunca deixei de votar, sempre fiz questão, pois sempre gostei muito de política e acho muito bom e importante que as mulheres participem das eleições, se eu fosse mais nova, gostaria de me candidatar”, conta. 

Enquanto Victória tem uma longa experiência exercendo sua cidadania através do voto, a estudante Sthefany Freitas está começando a trilhar esse caminho. A jovem tem 15 anos e confessa que não se interessa muito por política ainda, mas que tem uma boa expectativa para seu primeiro voto. “Não me interesso muito por política mesmo sendo um assunto muito importante, não consigo ter uma opinião formada, mas acho interessante escutar e me informar. Mesmo não me interessando muito, estou animada, como é meu primeiro voto desejo ser certeira e firme nele, quero que minha ideia e percepção estejam corretas”, relata.

Apesar de política não ser um assunto de grande interesse para a estudante, Sthefany conta que em sala de aula observa que a maioria dos adolescentes gostam de debater o assunto. “Principalmente nas aulas de filosofia e sociologia, vejo que a maior parte da sala de aula em que estou, se interessa pelo assunto e discute sobre ele. A maioria já tem opinião formada e assim o debate dura a aula inteira”, diz.

Por Mayara Pontes, sob supervisão de Helton Costa. Esta notícia faz parte do projeto de fortalecimento do Jornalismo Regional, do curso de Jornalismo da UniSecal em parceria com o Portal aRede/Jornal da Manhã.

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