Cooperativas paranaenses faturam R$ 153,7 bi | aRede
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Cooperativas paranaenses faturam R$ 153,7 bi

Valor foi 32,84% superior aos R$ 115,7 bilhões contabilizados em 2020. Sobras somaram R$ 8,4 bi

Ricken destacou os resultados obtidos em 2021, mas alerta sobre o período de apreensão atual, com altas taxas e com a guerra
Ricken destacou os resultados obtidos em 2021, mas alerta sobre o período de apreensão atual, com altas taxas e com a guerra -

Da Redação

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Valor foi 32,84% superior aos R$ 115,7 bilhões contabilizados  em 2020. Sobras somaram R$ 8,4 bi

O Sistema Ocepar iniciou, nesta semana, as pré-assembleias em diferentes regiões do Estado. Nesta quarta-feira (16), ocorreu o terceiro encontro da semana, do Núcleo Centro-Sul, que engloba a região dos Campos Gerais, tendo como anfitriã a cooperativa Witmarsum, de Palmeira. Nos encontros, foram apresentados os resultados obtidos pelas 216 cooperativas integrantes da Ocepar, e foi revelado o faturamento recorde atingido pelo setor: R$ 153,7 bilhões no decorrer de 2021. Foi um valor 32,84% superior aos R$ 115,7 bilhões contabilizados em 2020.

Segundo revelou Robson Mafioletti, superintendente da Ocepar, essas cooperativas fecharam o ano com um total de 2,77 milhões de cooperados e 126,6 mil funcionários. As sobras foram de R$ 8,4 bilhões e as exportações totalizaram US$ 6,3 bilhões. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, participa das reuniões, junto com o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e outros diretores da Ocepar. “Estou aqui para destacar o fato de que o movimento cooperativista no mundo e no Brasil, teve uma capacidade de resiliência impressionante. Vocês não imaginam o orgulho que sinto em representar o trabalho das cooperativas em Brasília. Podemos bater no peito e dizer que o país não teria a pujança na agropecuária se não fossem as cooperativas”, reforçou Freitas

Já o Ricken, mais do que valorizar os valores obtidos em 2021, fez um alerta quanto a questões ligadas às cooperativas em decorrência do momento atual, tanto em nível nacional como externo. Entre os motivos das apreensões, ele citou a inflação, que deve ser situar acima dos 10%, a taxa básica de juros (Selic), que deve fechar o ano em 12,5%, as incertezas que cercam o ano eleitoral e, agora, a conflito entre a Rússia e Ucrânia, que pode comprometer o abastecimento mundial de fertilizantes, que resultaram no aumento de custos do setor produtivo e, consequentemente, penalizar a sociedade, como um todo. “Estamos diante de uma equação complicada, talvez um dos momentos mais delicados que já vivenciamos, que nos colocam em alerta. Daí a importância de procurarmos analisar e entender bem a situação e, assim, estabelecer um planejamento estratégico para a manutenção e avanço de nossas organizações”, pontuou.

A rodada de pré-assembleias se encerra nesta quinta-feira (17), com a presença de cooperativistas do Núcleo Norte e Noroeste, tendo como anfitriã a Sicredi União PR/SP, de Maringá. A Assembleia Geral Ordinária (AGO) ocorrerá no dia 1º de abril.

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