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Indústria do Paraná tem crescimento de 7,8% em um ano

Esse crescimento é o terceiro melhor resultado no ranking nacional. Brasil teve alta de 3,1% no mesmo período

Estado se destaca em âmbito nacional pela produção acima da média
Estado se destaca em âmbito nacional pela produção acima da média -

Da Redação

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Esse crescimento é o terceiro melhor resultado no ranking nacional. Brasil teve alta de 3,1% no mesmo período

A produção industrial do Paraná acumula uma alta de 7,8% nos últimos 12 meses, no período entre fevereiro de 2021 e janeiro de 2022. Esse crescimento é o terceiro melhor resultado no ranking nacional, superado por Santa Catarina (8,5%) e Minas Gerais (8,3%). O país teve alta de 3,1% no mesmo período. Porém, ao analisar apenas o desempenho de janeiro, contra janeiro de 2021, o Brasil apresentou uma retração de 7,2%, e o Paraná também seguiu a tendência, porém com uma baixa menor, na casa dos 3,7%. No Sul, Santa Catarina (-9,7%) e Rio Grande do Sul (-6,3%) registraram queda ainda maior do que o Paraná

“A atividade industrial vem registrando diminuição no ritmo de produção desde o quarto trimestre do ano passado”, justifica o economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe. Segundo ele, até agosto de 2021 o setor vinha numa retomada forte, mas perdeu fôlego e desde então inverteu a curva numa tendência de queda. “Isso se deve em parte à escassez e alta considerável nos insumos e matérias-primas para produção, que têm pressionado os custos das empresas e, consequentemente, desacelerado o ritmo de trabalho nas fábricas”, avalia.

Das 13 atividades industriais avaliadas pelo IBGE, cinco cresceram em relação a janeiro do ano passado. Foi o caso de bebidas (+29,6%), máquinas e equipamentos (+24,5%), celulose e papel (+4,8%), produtos químicos (+ 1,7%) e madeira (+1,4%). As mais prejudicadas foram máquinas, aparelhos e materiais elétricos (- 35%), móveis (-34,7%) e automotivo (-25,6%). O setor de alimentos, o maior do estado, também recuou em 3%, e a fabricação de produtos de metal caiu -8,6%.

“Os desempenhos dos setores alimentício, automotivo e metalmecânico tiveram um peso importante nessa queda da produção industrial em janeiro”, explica Felippe. Ele acrescenta que a expectativa para o ano era de uma melhora de cenário por conta do controle maior da pandemia e da retomada de segmentos de comércio e serviços, que demandam mais produção na indústria. Mas o conflito no leste europeu, que ainda não foi captado nessa pesquisa do IBGE, deve mudar essa previsão.

“A atividade industrial vai sofrer o impacto da alta no preço dos insumos no mercado internacional e vai ter que se adequar tanto em relação à escassez e problemas logísticos quanto a custos mais elevados para compra desses produtos. Isso pode comprometer não só o ritmo de produção quanto a geração de empregos e os investimentos previstos no planejamento das empresas para este ano. O impacto deve ser sentido em outros segmentos da cadeia industrial”, analisa o economista da Fiep.

Setor aumentou em 41,2 mil o número de trabalhadores

Geralmente o aumento na produção tende influenciar nas vagas no mercado de trabalho. Quando a indústria aumenta o ritmo de trabalha, a tendência é de contratar mais. Isso vale para o contrário, quando a produção cai, aumenta a ociosidade nas linhas e ocorrem as dispensas. Em janeiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o saldo de empregos da indústria do Paraná ficou positivo com a abertura de 5.928 novas vagas. Mesmo assim, comparado ao mesmo mês de 2021, quando foram abertos 8.987 postos de trabalho, o resultado é de queda de 34%. Nos últimos 12 meses, o saldo é  superior em 41.280.

Com informações da assessoria de imprensa

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