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PR tem o 3º maior crescimento do país na indústria em 2021

Aumento na produção foi de 9% em relação a 2020, a maior alta em 10 anos, apenas inferior aos 11,2% de 2011

Produção de veículos, inclusive de caminhão, foi destaque na alta da produção em 2021
Produção de veículos, inclusive de caminhão, foi destaque na alta da produção em 2021 -

Da Redação

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Aumento na produção foi de 9% em relação a 2020, a maior alta em 10 anos, apenas inferior aos 11,2% de 2011

A indústria paranaense fechou 2021 com avanço de 9% com relação o ano anterior, o terceiro maior crescimento do País no ano passado. O Estado ficou atrás apenas de Santa Catarina (10,3%) e Minas Gerais (9,8), de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (9) pelo IBGE. A média do País no ano passado foi de 3,9%, cinco pontos percentuais abaixo.

Esse resultado de 2021 foi o melhor em 10 anos - a performance só não superou a alta de 11,2% alcançada em 2011. Em 2020, ano em que eclodiu a pandemia da Covid-19 no Brasil, o mesmo indicador teve queda de 2,5% em relação ao ano anterior. 

Segundo o IBGE, o Paraná teve uma das maiores influências no resultado anual nacional. O boom foi puxado pelo setor de máquinas e equipamentos, com aumento na produção de máquina para colheita e nos tratores agrícolas, e também no setor de veículos, com aumento na produção de caminhão trator para reboques e caminhões e automóveis.

A produção industrial paranaense também foi uma das que mais cresceu em dezembro, perante o mês anterior, com alta de 7,6%, o melhor resultado do Sul do País, já que os outros dois estados tiveram queda no período. O resultado do último mês do ano foi o melhor em 2021. Dos 12 meses do ano, o Estado teve taxas positivas em seis deles.

A maior alta  foi da produção de máquinas e equipamentos, que avançou 49,6% ante 2020. A indústria automobilística mostrou retomada após o impacto da covid, com crescimento na fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias de 30,4%. Também avançaram as indústrias de fabricação de produtos de madeira (24,2%); de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (17,4%); produtos de minerais não metálicos (12,9%); produtos químicos (8,5%); bebidas (5,4%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,8%); e produtos de borracha e de material plástico (2,4%).

"Tivemos um ano desafiador em 2021 e a indústria continuou dando respostas positivas na economia do Estado. Houve um esforço coletivo muito grande para manter os investimentos, aumentar as contratações, diversificar a tecnologia. Somos líderes globais em alguns segmentos como a indústria de alimentos, automóveis, madeira e máquinas e equipamentos", afirmou o governador.

Alta de 9% ocorreu após um período de retração econômica

O economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe, explica que o desempenho é positivo, mas precisa ser visto com cautela. “O crescimento da indústria é robusto e mostra que a trajetória do setor se mantém em alta, numa boa recuperação desde o baque da pandemia”, resume. “A retração em diversos segmentos foi forte em 2020, por conta do período crítico da crise sanitária. A base de comparação de 2021 contra o ano anterior é bem baixa. Avaliar qualquer período de queda vai resultar em tendência de crescimento alto, por isso é preciso avaliar os números com cuidado”, acrescenta.

Entre os setores que tiveram retração no ano passado, o setor de alimentos, que representa de 30% a 33% do PIB industrial do Paraná, liderou o ranking (-6%), seguido por celulose e papel (-1,6%), moveleiro (-0,8%) e petróleo (-0,1%). “Em 2020, alimentos teve alta de 9,5%, praticamente sustentando o resultado da indústria estadual, que embora negativo, foi o segundo melhor do país naquele ano. Esta redução no ano passado está atrelada ao aumento expressivo nos custos de produção do segmento e ao menor resultado em vendas dos produtos no mercado interno”, explica o economista da Fiep.

Segundo ele, o aumento da inflação e o preço mais alto dos alimentos nos supermercados, automaticamente obriga as famílias a reduzirem o consumo, substituindo produtos por itens mais baratos que se ajustam ao orçamento mais apertado. “A pressão nos custos de produção atinge toda a indústria, mas algumas atividades são mais sensíveis do que outras”, avisa ele. Felippe elenca como vilões o aumento no preço de insumos e matérias-primas, problemas logísticos – que atrasam as entregas, crise hídrica, o elevado custo da energia elétrica, a alta na taxa de câmbio e o reajuste frequente no preço dos combustíveis. “Tudo isso eleva o custo dos produtos na ponta, para o consumidor. Por outro lado, a recuperação mais robusta da economia, acelerada principalmente pela retomada dos segmentos de comércio e serviços, contribuíram para a recuperação do setor automotivo e de máquinas e equipamentos, que demandam a fabricação de mais produtos e acabam afetando positivamente toda a cadeia industrial”, conclui.

Com informações da AEN e assessorias

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