Aliel apresentará novo pedido de impeachment | aRede
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Aliel apresentará novo pedido de impeachment

Antes reticente com o posicionamento diante do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Aliel Machado (Rede) parece ter se convencido sobre a situação.

Aliel Machado discute com a equipe jurídica um novo pedido de impeachment contra Dilma e Temer
Aliel Machado discute com a equipe jurídica um novo pedido de impeachment contra Dilma e Temer -

Deputado estuda pedido para que além de Dilma, o vice Michel Temer, também deixe o Governo Federal.

Antes reticente com o posicionamento diante do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Aliel Machado (Rede) parece ter se convencido sobre a situação. Aliel poderá apresentar um novo processo de impeachment agora contra a chapa formada por Dilma e pelo vice, Michel Temer (PMDB).

Segundo Aliel, a proposta será apresentada na Câmara dos Deputados com o aval da Rede Sustentabilidade. “Só existe lógica na saída de Dilma, se o Temer sair junto. O vice-presidente também está envolvido nos erros e tropeços da presidente”, conta Aliel se referindo as pedaladas fiscais, vistas por como os principais motivos jurídicos que embasam o impeachment.

O deputado federal argumenta que esse é o caminho político mais correto: “Precisamos entregar o poder do voto ao povo”, ponderou Aliel. O parlamentar argumenta que se as pedaladas fiscais dão motivos suficientes para a saída de Dilma do cargo, Temer deverá sair junto. “Ele assinou essas mesmas medidas e também deve ser responsabilizado”, argumenta Aliel.

O posicionamento de Aliel era tido como uma questão pendente – hoje deputado federal, Aliel Machado foi filiado ao PCdoB e teve o apoio de setores da esquerda quando eleito. O parlamentar aponta para a “falta de governabilidade” do país como principal problema do atual cenário. “Nós não temos mais agenda positiva e quem está sofrendo é a população. O país está parado”, aponta Aliel.

Caso o impeachment de Dilma-Temer tenha sucesso na Câmara, o presidente do Legislativo Federal, Eduardo Cunha, assume o cargo de Dilma por 90 dias. Em seguida, serão convocadas novas eleições para a escolha de uma nova chapa eleitoral.


PMDB pode sair do governo
Diante da possibilidade de ter o vice também cassado, o PMDB discute a saída do Governo Dilma – o partido é o principal apoiador do governo e atualmente comanda sete ministérios. Dos 26 líderes regionais da legenda, 14 já se mostraram favoráveis ao “desembarque” do PMDB – na manhã de ontem (28), Dilma se reuniu com seis ministros do partido. A saída do PMDB não é consenso dentro do partido – o senador Roberto Requião, ex-governador, é um dos que defende a permanência da legenda.


OAB protocola novo pedido sob protestos
Em meio a polêmicas também no setor jurídico, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou ontem (28) um novo pedido de impeachment na Câmara dos Deputados – esse novo processo inclui a delação premiada do senador Delcídio do Amaram (sem partido) à PF. Também nessa segunda-feira, um grupo de juristas apresentou um pedido formal a Ordem pedindo que o órgão suspensa o novo pedido – os advogados consideram o impeachment “um erro brutal”.

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