Lojas de PG recorrem à Justiça contra restrições
Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac) entrou com um mandado de segurança para garantir a continuidade das atividades

Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac) entrou com um mandado de segurança para garantir a continuidade das atividades
“Se um cliente precisar de um cano ou conexão para consertar um vazamento, ele não vai querer pagar R$ 10 de frete num produto que, muitas vezes, custa menos de R$ 1. Fica inviável para nós”, desabafa Camila Antunes, sócia-proprietária da Antunes Materiais de Construção. Ela é uma das várias comerciantes que tiveram o seu negócio impactado pelas novas restrições impostas pelo poder público municipal para conter a pandemia de Covid-19 em Ponta Grossa.
Nesta quinta-feira (18), a Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac), que representa os trabalhadores em Ponta Grossa e outros municípios dos Campos Gerais, entrou com um mandado de segurança para que o setor possa permanecer com as portas abertas durante o período de lockdown. Segundo o decreto municipal 18.765/2021, as atividades devem ser suspensas até o dia 28 de março. A decisão de entrar com o mandado de segurança foi tomada em reunião na noite de quarta-feira (17).
“Nós não sabemos o que fazer. Os clientes vêm bater na nossa porta em busca de uma torneira que estourou e nós não podemos atender. Se ao menos tivessem liberado o atendimento em drive thru para que a gente pudesse entregar o produto”, conta Camila. Ela destaca que com as obras paralisadas no setor de construção civil, a procura é por itens para pequenos reparos, que possuem valor menor e inviabilizam a venda por delivery.
De acordo com a comerciante, um dos principais argumentos para que o setor possa manter as portas abertas é ser considerado como essencial no decreto emitido pelo Governo Federal (decreto nº 10.344 de maio de 2020). “Nós somos um dos segmentos que mais gera receita e mais emprega. Não podemos parar”, frisa.
Entretanto, Camila admite preocupação com a situação de emergência de saúde que se instalou no município. “Nós sabemos o colapso que estamos passando no sistema público e privado de saúde e prezamos pela dos nossos colaboradores e dos nossos clientes. Aqui na Antunes nós temos 22 famílias que dependem de nós e não queremos mandar ninguém embora”, enfatiza.
Com informações da assessoria de Imprensa





















