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Bolsonaro contraria ciência e nega eficácia de máscara

OMS reconhece estudos sobre eficácia do uso de máscaras há pelo menos três meses

O equipamento de proteção, assim como o uso do álcool e gel e o distanciamento social, reúne consenso da comunidade científica internacional.
O equipamento de proteção, assim como o uso do álcool e gel e o distanciamento social, reúne consenso da comunidade científica internacional. -

Da Redação

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OMS reconhece estudos sobre eficácia do uso de máscaras há pelo menos três meses

O presidente Jair Bolsonaro fez críticas na noite desta quarta-feira (19) ao uso de máscaras como forma de evitar a disseminação do novo coronavírus. Segundo o presidente, a eficácia da máscara é “quase nenhuma”.

A declaração foi dada a apoiadores que aguardavam o presidente na porta da residência oficial do Palácio da Alvorada.

O equipamento de proteção, assim como o uso do álcool e gel e o distanciamento social, reúne consenso da comunidade científica internacional. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda essas medidas para frear o espalhamento da Covid-19.

De acordo com descrição do Portal G1, o diálogo envolveu dois apoiadores, e começou porque uma mulher disse que preferia fazer foto com Bolsonaro em outra oportunidade, quando a máscara não fosse mais necessária. Nesse momento, o presidente usava máscara.

“Foto, só quando não precisar de máscara, viu? Eu espero”, disse a apoiadora.

“Tem algum médico aí? Eficácia dessa máscara é quase nenhuma”, respondeu Bolsonaro.

“Não, eu espero o dia que a gente não usar mais”, comentou a mulher.

“Acho que não tem que ter máscara nenhuma, tem nada ver”, afirmou outro apoiador.

Daí, Bolsonaro repetiu: “Eficácia da máscara é quase nenhuma.”

Veto derrubado

O Congresso derrubou nesta quarta-feira (19) veto do presidente Jair Bolsonaro à lei sobre uso de máscaras de proteção durante a pandemia de Covid-19.

Bolsonaro tinha vetado a obrigatoriedade do uso de máscaras em igrejas, comércios e escolas. Com a decisão, os congressistas retomaram a determinação para uso do equipamento em estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos, estabelecimentos de ensino e outros locais fechados em que haja reunião de pessoas.

O projeto tinha sido aprovado no Congresso no início de junho e vetado por Bolsonaro no mês seguinte. Para justificar os vetos aos dispositivos, o Palácio do Planalto argumentou que a expressão “demais locais fechados em que haja reunião de pessoas” era abrangente demais e abriria brecha para uma possível violação de domicílio, o que seria contra a Constituição.

Agora, os textos que haviam sido vetados seguem para promulgação. As votações ocorreram de forma virtual na Câmara e no Senado, em duas etapas.

Informações Banda B/G1/FolhaPress

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