Funcionários dos Correios entram em greve em todo o país | aRede
PUBLICIDADE

Funcionários dos Correios entram em greve em todo o país

Paralisação afeta praticamente todos os estados brasileiros; mais de 100 mil funcionários aderiram ao movimento, segundo sindicato

Paralisação afeta mais de 100 mil trabalhadores dos Correios, diz Federação
Paralisação afeta mais de 100 mil trabalhadores dos Correios, diz Federação -

Da Redação

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Paralisação afeta praticamente todos os estados brasileiros; mais de 100 mil funcionários aderiram ao movimento, segundo sindicato

Teve início às 22h desta segunda-feira (17) mais uma greve dos funcionários dos Correios. O movimento foi convocado pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect) e não tem prazo para ser encerrado.

A entidade que representa a categoria alega que é contra a privatização do órgão e também argumentam que a estatal age com “negligência com a saúde dos trabalhadores” durante a pandemia, além de afirmar que há tentativa de retirar direitos dos funcionários. As negociações se desenrolam desde julho e, de acordo com a Fentect, não houve diálogo.

A federação também diz que foi surpreendida com a decisão dos Correios em revogar o acordo coletivo que teria vigência até o próximo ano, conforme consta no site oficial da entidade. “Desde o dia 1º de agosto, a direção da empresa excluiu 70 cláusulas trabalhistas prevista no Acordo Coletivo, como licença maternidade de 180 dias, pagamento de adicional noturno, horas extras, indenização por morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, em uma atitude desumana impedindo tratamentos diferenciados e que garantem melhor qualidade de vida, e auxílio creche”, alega a entidade.

Também de acordo com o órgão que representa os funcionários, “houve aumento da participação dos trabalhadores percentualmente no plano de saúde”. A Fentect também alega falta de segurança para a categoria durante a pandemia e informa que “desde o início da pandemia, a categoria vem travando uma verdadeira batalha judicial para garantir testagem, liberação de trabalhadores em grupo de risco e aqueles que coabitam com grupos de risco e que possuem crianças em idade escolar”.

Confira abaixo o que dizem os Correios sobre a greve:

Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados.Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que a possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.
PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right