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Covid-19: estudo indica remédio que reduz risco de morte

Pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, aponta que a dexametasona é eficiente em casos graves da doença

A comunidade científica ainda aguarda a publicação completa do estudo, mas está otimista
A comunidade científica ainda aguarda a publicação completa do estudo, mas está otimista -

Agência Brasil

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Pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, aponta que a dexametasona é eficiente em casos graves da doença

“Dia histórico no tratamento da Covid-19.” Foram essas as palavras que a Sociedade Brasileira de Infectologia usou para se referir a essa terça-feira. O motivo foi uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Resultados preliminares mostram que a dexametasona se tornou o primeiro remédio comprovadamente capaz de salvar vidas de pacientes com a Covid-19.

A pesquisa comparou as reações de cerca de 2,1 mil pacientes escolhidos de forma aleatória para receber o remédio com cerca de 4,3 mil pacientes que não receberam.

O estudo ainda está em fase de teste e não se mostrou eficaz para evitar a contaminação, nem no combate à doença entre quem tem sintomas leves. Mas o medicamento reduziu em um terço a chance de morte entre pacientes hospitalizados em estado grave, que usam respirador - a ventilação mecânica. E em um quinto entre os que usam oxigênio, mas não precisam de respirador.

A comunidade científica ainda aguarda a publicação completa do estudo, mas está otimista, porque a dexametasona é um esteroide amplamente usado para diminuir inflamações de outras doenças, e é barato - o que é fundamental para garantir o tratamento em massa. É uma esperança.

Mas, também nessa terça-feira, a diretora regional da Organização Mundial da Saúde para as Américas, Carissa Etienne, fez um alerta. Ela disse que a região está se aproximando rapidamente de 4 milhões de casos do novo coronavírus e a pandemia ainda está em aceleração. Etienne destacou que o Brasil concentra quase 1 em cada 4 casos na região e, a cada 5 mortos nas Américas, um é brasileiro.

De acordo com o balanço da pandemia divulgado no começo da noite dessa terça-feira (16) pelo Ministério da Saúde, o Brasil já tem mais de 900 mil pessoas contaminadas pelo novo coronavírus. Com quase 35 mil novos casos confirmados, são mais de 923 mil brasileiros que tiveram resultado positivo para a infecção. Em 24 horas, 1.282 pessoas morreram devido à Covid-19, num total de 45.241 vítimas fatais da doença.

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