Polícia confirma segunda morte por síndrome nefroneural
Terceiro caso, em Pompéu, região Centro-Oeste de Minas Gerais, também é investigado

Terceiro caso, em Pompéu, região Centro-Oeste de Minas Gerais, também é investigado
A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou na manhã desta quarta (15) mais uma morte causada pela síndrome nefroneural. A vítima ainda não teve a identidade revelada, mas trata-se de um homem que estava internado no Hospital Mater Dei, região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Esta é a segunda morte confirmada oficialmente pela Polícia Civil, dentre 17 notificações de pessoas doentes. Uma terceira morte, no município de Pompéu, também está sendo investigada.
As vítimas foram internadas depois de tomar a cerveja Belorizontina, produzida pela Backer. Exames laboratoriais realizados pela Polícia Civil de Minas Gerais identificaram a presença da substância dietilenoglicol em amostras da cerveja.
Cervejaria Backer
Desde que as suspeitas de contaminação das cervejas Belorizontina vieram a público, a cervejaria Backer afirma que não utiliza dietilenoglicol em sua fábrica. Em nota divulgada nessa segunda-feira (13), a Backer promete prestar a ajuda necessária aos pacientes e suas famílias.
“A empresa prestará o suporte necessário, mesmo antes de qualquer conclusão sobre o episódio. Desde já, se coloca à disposição para o que eles precisarem”, informa a cervejaria, que garantiu colaborar, “sem restrições”, com as investigações. A empresa também informou que está tomando as medidas necessárias à apuração do que aconteceu. “Na semana passada, solicitamos uma perícia independente e aguardamos pelos resultados.”
Ministério da Agricultura
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou que a Cervejaria Backer retire de circulação todas as suas cervejas e chopes produzidos desde outubro do ano passado até a última segunda (13). A suspensão da venda se manterá até que fique assegurado que os outros produtos da Backer não estão contaminados. “A medida é para preservar a saúde dos consumidores”, informou o ministério.
Investigação
A Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese, nem mesmo a suspeita de que um ex-funcionário demitido pela Backer possa ter agido por vingança. "Não posso afirmar se foi uma sabotagem ou um erro. Ainda não é o momento da investigação para isso", disse o delegado Flávio Grossi. "Hoje, o que afirmamos é que os elementos tóxicos encontrados nas garrafas [de cerveja], no sangue das vítimas e dentro das empresas [provém] de produtos em comum. Crime acreditamos que houve. Por isto instauramos um inquérito policial”, disse o delegado.
Com informações Agência Brasil e G1





















