Nova fase da Lava Jato investiga contratos da Petrobras
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (18) mais uma fase da Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (18) mais uma fase da Lava Jato
Cerca de 50 agentes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão no âmbito da operação Óbolo, que contou com apoio do Ministério Público Federal.
A nova etapa dá continuidade as investigações que tiveram início em 2014 e busca coletar provas de crimes relacionados a contratos de afretamento de navios pela Petrobras.
Foram cumpridos mandados em três cidades: 10 no Rio de Janeiro, um em Niterói e outro em São Paulo.
A Polícia Federal investiga o envolvimento de empregados da estatal em atos de corrupção e lavagem de dinheiro. Também são investigadas pessoas que atuavam como intermediárias nos contratos entre a Petrobras e as companhias donas desses navios.
Segundo a PF, há suspeitas de que empresas tenham sido beneficiadas com informações privilegiadas sobre a contratação de navios para transporte de petróleo e derivados.
Em troca dessas informações, que proporcionavam vantagem competitiva, propinas eram pagas a funcionários da estatal.
As investigações mostram que três empresas estabeleceram mais de 200 contratos de locação com a estatal, entre 2014 e 2015, em valores que ultrapassaram R$6 bilhões. Em coletiva realizada em Curitiba sobre essa fase da Operação, o delegado Ricardo Ishida, coordenador regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, disse que montante poderia pagar três meses do benefício do Bolsa Família.
O procurador do Ministério Público Federal, Athayde Ribeiro, destacou que as investigações demonstram que a área-fim da Petrobras foi atingida por forte esquema de corrupção.
Por nota, a Petrobras informou que trabalha em estreita colaboração com as autoridades que conduzem a Operação Lava Jato, sendo reconhecida como vítima dos crimes desvendados.
A companhia reforça que atua como coautora do MPF e da União em 18 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 60 ações penais.
O texto diz ainda, que a Petrobras já recebeu mais de R$4 bilhões, a título de ressarcimento, incluindo valores que foram repatriados da Suíça por autoridades públicas brasileiras.
Informações da Agência Brasil.





















