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Procuradores discutem a atuação na defesa do Estado

Encontro dos Procuradores do Paraná teve o objetivo debater as perspectivas da PGE, visando o aprimoramento da Consultoria Jurídica da Administração Pública e o aperfeiçoamento da atuação na defesa judicial do Paraná.

Encontro dos Procuradores do Estado do Paraná aconteceu até sábado (30) em Curitiba
Encontro dos Procuradores do Estado do Paraná aconteceu até sábado (30) em Curitiba -

Agência Brasil

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Encontro dos Procuradores do Paraná teve o objetivo debater as perspectivas da PGE, visando o aprimoramento da Consultoria Jurídica da Administração Pública e o aperfeiçoamento da atuação na defesa judicial do Paraná.

O Encontro dos Procuradores do Estado do Paraná 2019 aconteceu até este sábado (30) com o objetivo debater as perspectivas da Procuradoria-Geral do Estado, visando o aprimoramento da Consultoria Jurídica da Administração Pública e o aperfeiçoamento da atuação na defesa judicial do Paraná. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, fez palestra de encerramento.

O evento que durou três dias foi dividido em reuniões técnicas, nas áreas consultiva e judicial, que foram organizadas pelos coordenadores e chefes das procuradorias com intuito de uniformizar a atuação institucional.

A procuradora-geral do Estado, Letícia Ferreira da Silva, destacou que a PGE busca uma atuação preventiva, com vistas à redução da litigiosidade: “A atuação preventiva, com a efetiva consultoria da Administração Pública, por parte da PGE, reduz as demandas judiciais, dando maior celeridade e eficácia à entrega das políticas públicas em benefício da sociedade paranaense”.

Balanço 2019

A procuradora-geral do Estado apresentou um balanço dos trabalhos em 2019. Entre eles está o pagamento de R$ 44 milhões em honorários devidos de advocacia dativa e a publicação de três volumes da Coletânea de Cadernos Orientadores em licitações, contratos e convênios. A PGE também evitou aumento de R$ 23,5 bilhões do passivo e a arrecadação com processos de execução fiscal soma R$ 1,5 bilhão, entre outras iniciativas.

A palestra do primeiro dia do evento foi do procurador-chefe da regional em Brasília, César Augusto Binder. Ele explicou que hoje os tribunais estão se equipando com tecnologia de inteligência artificial e que os sistemas “extraem palavra” que classificam as matérias e até sugerem decisões judiciais. “Estamos saindo de um processo individual para um julgamento de massa. E é isso que precisamos imaginar desde o início do processo”, diz.

Encerramento

O Ministro Edson Fachin falou sobre três pontos que, segundo ele, são fundamentais e merecem reflexão de todos:  justiça, meio ambiente e desenvolvimento. “É necessário tomar em conta que o futuro ultrapassa as fronteiras do tempo, devendo-se ter a consciência de que a presentificação por hora vivida dentro do viés antropocêntrico a qual estabelece, dentre outras, a coisificação do meio ambiente, não processará a continuidade das gerações, devendo o homem atual enfuturar-se”.

Também participaram da solenidade de encerramento do evento a desembargadora Rosana Girardi Fachin, a vice-presidente da OAB/PR, Marilena Indira Winther, e o vice-presidente da Associação dos Procuadores do Estado, Fernando Castelo.

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