“Não se assustem se pedirem AI-5”, diz Paulo Guedes
Ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro diz que reformas foram desaceleradas enquanto governo federal monitora protestos convocados por Lula

Ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro diz que reformas foram desaceleradas enquanto governo federal monitora protestos convocados por Lula
Em entrevista coletiva concedida em Washington (EUA) nesta segunda-feira (25), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que ninguém deve achar estranho caso alguém peça o retorno do Ato Institucional 5 (AI-5), instrumento utilizado durante a ditadura militar (1964-1985) para censurar, prender e torturar pessoas que se opunham ao regime. De acordo com a Folha de S. Paulo, a afirmação foi dada quando ele se referia a uma possível radicalização dos protestos convocados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A fala foi dada no contexto do comentário sobre a convulsão social vivida por países da América Latina, como Bolívia, Chile e Colômbia. “Sejam responsáveis, pratiquem a democracia. Ou democracia é só quando o seu lado ganha? Quando o outro lado ganha, com dez meses você já chama todo mundo para quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir o AI-5”, declarou o ministro, segundo a Folha.
Guedes ainda classificou como “insanidade” a convocação feita por Lula, solto há cerca de duas semanas, para manifestações contra as reformas propostas pelo governo federal. “Chamar o povo para rua é de uma irresponsabilidade. Chamar o povo para rua para dizer que tem o poder, para tomar. Tomar como? Aí o filho do presidente fala em AI5, aí todo mundo assusta, fala o que que é? (...) Eu acho uma insanidade chamar o povo para rua para fazer bagunça. Acho uma insanidade”, relembrou o ministro, ainda conforme a Folha.
Ele refere-se à fala de Eduardo Bolsonaro em entrevista à jornalista Leda Nagle, que afirmou que o governo poderia recorrer a um novo AI-5 caso a esquerda brasileira radicalizasse, como acontece em outros países da América Latina. Guedes ainda afirmou que as reformas desaceleraram no Congresso porque o governo monitora o engajamento dos protestos convocados por Lula. Para ele, quando há manifestações “sem motivo aparente” é necessário “entender o que está acontecendo” para seguir com os projetos.





















