Pai que matou suposto estuprador da filha é condenado
Homem foi condenado a 18 anos de prisão pelo crime que ocorreu em 2012 no Mato Grosso do Sul; defesa sustenta que morto tinha estuprado a filha dele

Homem foi condenado a 18 anos de prisão pelo crime que ocorreu em 2012 no Mato Grosso do Sul; defesa sustenta que morto tinha estuprado a filha dele
Foi condenado a 18 anos de prisão o funileiro Wanderley Rofeson Loureiro Vulgo, de 50 anos, assassino confesso de Roni Teodoro do Nascimento. Em abril de 2012 o réu sequestrou e matou o jovem a pedrada as margens da rodovia 080, na saída de Campo Grande para Rochedo. A defesa argumenta que a vítima do homicídio tinha estuprado a filha do réu, o que teria motivado o crime.
Por maioria dos votos, Wanderley foi condenado por homicídio doloso, quando há intenção de matar, qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Inicialmente a pena foi definida em 13 anos, mas considerando a reincidência – pois o réu já foi condenado por tráfico de drogas – e as qualificadoras, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida aumentou a pena para 18 anos de prisão em regime fechado.
Ele poderá aguardar o recurso em liberdade assistida, com o uso da tornozeleira eletrônica.
Julgamento
Em depoimento na manhã desta quinta-feira, Wanderley confessou o crime, mas afirmou que agiu em defesa da filha, que, segundo ele, foi estuprada por Roni.
Diante dos jurados, alegou que ao chegar em casa no dia do crime encontrou a menina, na época com 12 anos, chorosa. “Eu perguntei o que tinha acontecido, ela falou ‘pai, eu fui estuprada. Qual pai vai sair dali e ir à delegacia prestar depoimento? Você dá a vida pelo seu filho”. Roni estava com a jovem no momento e a situação gerou uma briga entre os dois homens.
Depois da confusão, Wanderley imobilizou Roni, amarrou suas pernas e braços e o amordaçou com uma toalha. Em seguida o levou para saída de Rochedo, onde agrediu o rapaz a pedrada até a morte. À época da investigação policial, a garota disse que tinha relacionamento com Roni e que havia mantido relações sexuais com ele uma semana antes do crime. Porém, no decorrer do processo, mudou a versão e disse que foi estuprada.
Para o Ministério Público a versão do funileiro não convence e a maneira como o crime aconteceu torna difícil de acreditar. “Se ele tivesse pulado pra cima do cara, batido nele, eu até compreenderia. Mas tudo o que foi dito aqui mostra que não foi assim”, rebateu o promotora. “Qualquer pai faria isso, amarraria, andaria mais de 10 km e mataria a pessoa com uma pedra na cabeça... Não consigo analisar que qualquer pai faria isso”.
Informações Campo Grande News.





















