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Acusados da morte de auditor fiscal vão a julgamento no PR

Caso emblemático, o Auditor Fiscal Antonio Sevilha foi assassinado em Maringá (PR), no dia 29 de setembro de 2005, numa embosca preparada pelos criminosos

Este será o primeiro júri popular realizado pela Justiça Federal em Maringá desde sua instalação no município há 26 anos.
Este será o primeiro júri popular realizado pela Justiça Federal em Maringá desde sua instalação no município há 26 anos. -

Da Redação

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Acusados de assassinar Auditor Fiscal da Receita Federal serão julgados no próximo dia 20 em Maringá

Passados quase 14 anos do homicídio do Auditor Fiscal da Receita Federal José Antonio Sevilha de Souza, três acusados serão levados a júri na Justiça Federal. Caso  emblemático,  o  Auditor Fiscal  Antonio  Sevilha  foi assassinado em Maringá (PR),  no  dia  29  de setembro de 2005, numa embosca preparada pelos criminosos.  Ao  deixar a casa de sua mãe para buscar sua esposa que estava no  hospital,  após  cirurgia,  por volta das 20h, Sevilha foi alvejado por cinco  tiros  quando parou o carro para verificar um pneu murcho, esvaziado pelo bando. As  investigações conduzidas pela Polícia Federal apontaram que o crime foi uma  represália ao trabalho que o auditor-fiscal desempenhava como Chefe da Seção  de  Controle Aduaneiro da Receita Federal em Maringá.

Conhecido pelo rigor  no  combate  a fraudes em importações, Sevilha investigava a empresa Gemini,  uma  das  maiores  importadoras  de brinquedos do país, sediada em Maringá.  Naquele  mesmo  ano,  após  a morte de Sevilha, a Receita Federal conduziu  uma  operação  que  resultou na interdição da empresa, acusada de sonegar tributos. Serão  julgados  na  próxima terça-feira (20/8), três dos cinco acusados: o empresário  Marcos  Oliveras  Gottlieb,  proprietário  da  empresa Gemini e apontado  como  o  mandante  do crime; Fernando Ranea da Costa, que seria o executor,  e  o  advogado  Moacyr  Macedo Maurício, que teria aproximado os dois. 

Outras  duas  pessoas  foram indiciadas:  Wilson Rodrigues da Silva, nunca  encontrado, e o ex-policial civil Jorge Luiz Talarico, morto em 2018 durante  cumprimento de pena por outro crime em presídio paulista. Acusados de homicídio qualificado, dois dos três indiciados respondem ao processo em liberdade.  Gottlieb  também  respondia em liberdade, mas, na fase final do processo,  há cerca de seis meses, a Justiça Federal teve dificuldades para encontrá-lo  e  determinou  a sua prisão preventiva. O empresário permanece preso em Maringá.

A  investigação  policial  foi  encerrada  em  2007, quando o inquérito foi remetido  ao  Ministério  Público  Federal, que solicitou novas diligências antes  de  efetuar a denúncia à Justiça Federal. As investigações levaram a conclusão de que a morte do auditor-fiscal foi encomendada por Gottlieb. Antonio Sevilha tinha 45 anos, deixou esposa e três filhos menores. O  crime  de  homicídio  qualificado  (Art.  121,  §  2º, CP) prevê pena de reclusão de 12 a 30 anos. O  tribunal  do júri está marcado para às 8h30 do dia 20 de agosto de 2019, no  edifício  sede  da  Justiça Federal em Maringá/PR, na Avenida Quinze de Novembro, 734. Este será o primeiro júri popular realizado pela Justiça Federal em Maringá desde sua instalação no município há 26 anos.

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