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Pesquisadores descobrem espécie de larva brilhante

Artigo teve a participação de alunos da UEPG e foi publicado no renomado jornal cientifico Scientific Reports

É o primeiro organismo terrestre com bioluminescência azul encontrado na América Latina
É o primeiro organismo terrestre com bioluminescência azul encontrado na América Latina -

Da Redação

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Artigo teve a participação de alunos da UEPG e foi publicado no renomado jornal cientifico Scientific Reports

Equipe de pesquisadores de São Paulo e Paraná descobrem na Reserva Betary, em Iporanga-SP uma nova espécie de grande interesse para a ciência: o primeiro organismo terrestre com bioluminescência azul encontrado para a América Latina. A descoberta foi publicada nessa segunda (5 ), no renomado jornal cientifico Scientific Reports 

Recentemente, os biólogos do Instituto de Pesquisas da Biodiversidade–IPBio, observando os cogumelos bioluminescentes à noite, fizeram mais uma importante descoberta inédita para a ciência. Encontraram larvas de uma espécie de mosquito que emitem luz azul. Trata-se do primeiro organismo terrestre com bioluminescência azul encontrado em toda América Latina, um díptero (mosquito), que emite luz azul na fase larval.

Esses organismos brilhantes já eram conhecidos na Nova Zelândia, Japão e Estados Unidos, chamados de “glow-worms”, em tradução livre, “larvas brilhantes”. No entanto, não havia até então conhecimento de espécies bioluminescentes desses mosquitos para a região de maior diversidade do mundo, chamada de Neotropical, que compreende a América do Sul.

Eles vivem associados à fungos e troncos caídos, em matas úmidas e algumas espécies se alimentam dos próprios fungos e outras de pequenos insetos que ficam presos numa teia ácida que eles constroem por todo o fungo ou tronco.

Essas pequenas larvas, com menos de 2 cm de comprimento, possuem 3 órgãos que emitem luz, dois na cabeça e um na extremidade final do corpo. Essa descoberta despertou um grande interesse nos especialistas em bioluminescência. Todo esse trabalho é realizado na Reserva Betary, em Iporanga, onde um grupo de pesquisadores e voluntários se dedica ao estudo da biodiversidade de Diptera da América do Sul e da bioluminescência em organismos da Mata Atlântica.

Por se tratar de uma espécie nova, até então desconhecida pela ciência, os autores homenagearam o IPBio conferindo o nome científico Neoceroplatus betaryiensis, em alusão ao fato de a espécie ter sido encontrada pela primeira vez na Reserva Betary, uma unidade do instituto, em Iporanga, sul do estado de São Paulo. O artigo, publicado no renomado jornal cientifico Scientific Reports com o título “Neoceroplatus betaryensis nov. sp. (Diptera: Keroplatidae) is the first record of a bioluminescent fungus-gnat in South America” foi publicado em conjunto com parceiros acadêmicos da UEPG – Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná, UFSCar – Universidade Federal de São Carlos, e do Instituto de Química da USP – Universidade de São Paulo.

Além de ser uma descoberta incrível para a Biodiversidade brasileira, as substâncias presentes nessas espécies bioluminescentes como a luciferina, têm potencial de aplicação nas áreas de pesquisa médica, biotecnológica, industrial e farmacêutica. Por exemplo, algumas células específicas podem ser marcadas por meio de manipulação genética, com substâncias bioluminescentes e serem facilmente visualizadas no microscópio. Essas substâncias já são usadas para marcar células de câncer, testar a viabilidade de espermatozoides, detectar patógenos e metais pesados em amostras de água.

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