Júri condena skinheads que espancaram duas pessoas | aRede
PUBLICIDADE

Júri condena skinheads que espancaram duas pessoas

Sete pessoas foram condenadas por agressões contra duas pessoas na Praça Osório; oitava ré teve o julgamento adiado após liminar da Justiça

Júri condena grupo de skinheads por agressões contra duas pessoas na Praça Osório
Júri condena grupo de skinheads por agressões contra duas pessoas na Praça Osório -

Da Redação

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Sete pessoas foram condenadas por agressões contra duas pessoas na Praça Osório; oitava ré teve o julgamento adiado após liminar da Justiça

O Tribunal do Júri de Curitiba condenou nesta sexta-feira (2) os sete integrantes de um grupo skinhead por agressões contra duas pessoas na Praça Osório. Todos vão responder pelos crimes de racismo e associação criminosa, mas três deles ainda foram condenados por lesão corporal gravíssima. A oitava ré teve o julgamento adiado após liminar da Justiça.

Sentados na cadeira do júri, os sete começaram a ser julgados na manhã desta quinta-feira (1) pelas agressões contra Renan Lopes Lúcio e Willian Cezar Martins Cardoso. Na ocasião, as vítimas foram vítimas de crime de ódio pelo grupo. As vítimas, uma negra e outra homossexual, não se conheciam até então e as agressões aconteceram com duas horas de diferença entre elas. Na época, vários cartazes com menções à ideologia nazista e de preconceito a judeus, homossexuais e negros foram colados na região central de Curitiba.

Os réus foram condenados a penas que variam entre 1 ano e 6 meses e 8 anos e 6 meses de reclusão. O que pegou a maior pena foi condenado por todos os crimes e cumprirá a pena em regime inicial fechado. Os dois que receberam a menor pena (com regime inicial aberto) foram considerados culpados pelo crime de associação criminosa armada. Outras duas pessoas foram condenadas por associação criminosa armada e racismo e discriminação, com pena 2 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial aberto. O sexto réu recebeu pena de 6 anos, 6 meses e 7 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por associação criminosa e lesão corporal gravíssima e o último, com pena de 7 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por lesão corporal gravíssima, associação criminosa armada e racismo e discriminação,

Para a vítima do crime, Willian Cezar, a pena é baixa, mas pelo menos foi possível dar uma resposta à sociedade. “A resposta foi dada. São penas baixas, mas poderia ser pior, já que eles poderiam ser absolvidos. Agora vamos aguardar, que ainda temos mais um júri”, disse.

O advogado do Grupo Dignidade, Marcel Jeronymo, disse que o júri comprovou que o grupo era armado e tinha inspiração nazista e tinha atitudes que não podem mais ser admitidas. “O julgamento é uma resposta de que não podemos mais tolerar atitudes preconceituosas, sejam de qualquer forma: machismo, racismo ou homofobia”, comentou.

O júri foi longo e há possibilidade de alguns crimes estarem prescritos, então todos os sete seguem em liberdade até a análise dos recursos.

Crime

Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Renan Lopes Lúcio foi vítima das agressões por volta das 5h15 de 18 de setembro de 2005. Duas horas depois, o grupo atacou Willian Cezar Martins Cardoso.

Hoje com 33 anos, Willian é a única das duas vítimas que ainda está viva, mas sofre com as consequências das agressões. Entre elas, estão problemas para falar e o uso de medicamentos controlados por anos. À Banda B, ele contou que saía de uma balada LGBT quando foi cercado pelo grupo.

Informações Banda B.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right