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Funcionários eram obrigados a trocar rótulo de produtos perigosos

<span style="color: rgb(0, 0, 0);">Em depoimento, eles afirmaram que era comum a prática colocar rótulo de shampoo nos produtos perigosos, para assim diminuir os custos do transporte</span>

Em depoimento, eles afirmaram que era comum a prática colocar rótulo de shampoo nos produtos perigosos, para assim diminuir os custos do transporte
Em depoimento, eles afirmaram que era comum a prática colocar rótulo de shampoo nos produtos perigosos, para assim diminuir os custos do transporte -

Banda B

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Em depoimento, eles afirmaram que era comum a prática colocar rótulo de shampoo nos produtos perigosos, para assim diminuir os custos do transporte

Quatro funcionários da empresa de impermeabilização envolvida na explosão de um apartamento do bairro Água Verde, em Curitiba, prestaram depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (9). Entre as declarações, eles afirmaram que era comum a prática colocar rótulo de shampoo nos produtos perigosos, para assim diminuir os custos do transporte.

De acordo com o advogado Leandro Veloso, que representa os funcionários da impermeabilizadora, o objetivo dos depoimentos foi o de justamente mostrar como eram os procedimentos de segurança da empresa. “Ficou claro aqui que os donos induziam as transportadoras ao risco para que os custos fossem reduzidos. Eles sabiam que, se contratassem uma empresa mais gabaritada, seriam questionados e o valor iria aumentar. Então era mais fácil faltar com a verdade para minimizar os gastos”, disse.

Ainda na questão de segurança, uma funcionária afirmou no depoimento que o proprietário da empresa chegou a embarcar em um avião com o produto perigoso. “Devido a urgência para levar o produto para Goiânia, o dono teria colocado o impermeabilizante dentro de uma garrafa pet, chegando a apertar a tampa mais forte para dar a impressão de estar lacrada. Ele então pediu para que o Caio [Santos] fosse junto até o aeroporto para trazê-lo de volta para a empresa caso não conseguisse burlar a segurança do aeroporto”, comentou Veloso.

Após os depoimentos, o delegado Adriano Chohfi disse que os depoimentos são importantes para o encerramento do inquérito, mas outras medidas ainda são necessárias. “Precisamos ainda ouvir outras testemunhas, o que provavelmente só irá acontecer na semana que vem. Temos que aguardar também o laudo pericial, que é fundamental para saber o que aconteceu no apartamento”, explicou.

Vítimas

Entre as vítimas da explosão, duas seguem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico: Raquel Cristine Lamb, de 23 anos, e Caio Santos, de 30, que fazia o serviço de impermeabilização.

Caio já respira sem ajuda do respirador. A superfície corporal queimada dele foi de 65 % e troca de curativo e debridamento será feita amanhã. Já Raquel também já respira sem aparelhos. A superfície corporal queimada foi 55 e a troca de curativo e debridamento será feita na quinta-feira.

Já Gabriel Araújo, marido de Raquel, de 29 anos, permanece internado em um quarto do hospital. Ele teve 30% da superfície corporal queimada.

Explosão

A explosão aconteceu na manhã do sábado, 29 de junho, na Rua Dom Pedro I. O menino Mateus Lamb, de 11 anos, foi arremessado para fora do apartamento, no sexto andar, e foi parar no térreo. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos graves ferimentos.

Com informações da Banda B

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