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Fazer jardins em área de restinga é crime ambiental

Única espécie nativa que sobrevive à salinidade do mar auxilia como barreira natural do mar

Flores consideradas própria para jardins, não resistem à salinidade do mar
Flores consideradas própria para jardins, não resistem à salinidade do mar -

Da Redação

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Única espécie nativa que sobrevive à salinidade do mar auxilia como barreira natural do mar

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) orienta a população a não criar jardins em área de restinga, principalmente em balneários do litoral paranaense. Qualquer alteração dessas áreas, consideradas Áreas de Preservação Permanente e da União, o município deverá ser consultado, podendo responder por crime ambiental conforma Lei Federal nº 9605/98 e Código Florestal.

Prejudicial 

Flores ou espécies consideradas como jardins são exóticas para o local, e mesmo fazendo uma boa manutenção não resistem à salinidade do mar e fragilidade do solo, e por isso acabam morrendo, transformando o solo em verdadeiro deserto.

O preparo do solo para a formação de jardins acaba eliminando as plantas de espécies nativas e, consequentemente, eliminam-se também as espécies de animais que ali sobrevivem, como as corujas buraqueiras e lagartos.

Restinga 

São as únicas espécies nativas que resistem à salinidade do mar e ajudam a impedir o avanço da maré para os centros urbanos, e ainda permitem a formação de dunas embrionárias que aos poucos vão se desenvolvendo e se transformando em verdadeiras barreiras ao avanço do mar.

Penalidades 

A roçada e queima de vegetação nativa e o plantio de espécies exóticas nestas áreas são considerados crime ambiental, podendo ser aplicado multas conforme legislação ambiental vigente, como a Lei Federal nº 9.605/98, Lei de Crimes Ambientais e o Código Florestal. As multas variam de acordo com as dimensões do crime ambiental, sendo no mínimo de R$ 5 mil, e ainda respondendo civil e criminal pelo ato praticado.

Denúncias

A Polícia Ambiental, IAP, município, Ibama e ICMBIO têm a responsabilidade de fiscalizar, denunciar, embargar e autuar ações dessa natureza. A sociedade pode participar denunciando, principalmente os moradores da região, pois poderão ser diretamente prejudicados.

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