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Igreja Matriz de Palmeira é restaurada

Obra durou quatro anos e foi entregue à comunidade nesta quinta-feira

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Da Redação

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Obra durou quatro anos e foi entregue à comunidade nesta quinta-feira

A Igreja Matriz da cidade de Palmeira foi reaberta às 7h desta quinta-feira (29).  Durante todo dia haverá uma programação espiritual em agradecimento a conclusão do restauro da Igreja Matriz. A cada hora, uma pastoral ou movimento será responsável pelas orações em ação de graças. Os sacerdotes também estarão realizando atendimento espiritual e confissões.

Nesta noite (29), o bispo palmeirense Dom Sérgio Krzywy celebra às 19h30 o primeiro dia da novena para a festa em louvor a Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Palmeira. As atividades dão início às festividades dos 200 anos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição.

Dez anos entre restauro civil e artístico

Constituída como a obra arquitetônica mais imponente da cidade, a Igreja Matriz de Palmeira, que tem como característica o estilo colonial português. Em seu interior são encontradas pinturas artísticas realizadas em fases distintas, executadas num primeiro momento, pelo pintor Otto Vogueta, de São Paulo (entre 1929 e 1936) e depois numa outra fase, na década de 40, pelo artista Francisco Flizicoski.

O processo de restauração teve início em 2008 com o restauro civil, que envolveu troca do telhado, assoalho e demais obras. Mas o grande passo foi dado em 2014 quando começou a restauração artística das pinturas internas. “Havia uma grande expectativa por parte da comunidade, que não sabia exatamente o que estava embaixo das muitas camadas de tinta. Foi preciso um trabalho de prospecção e muita análise para chegarmos a este patrimônio belíssimo que está sendo entregue à população”, explica o restaurador, Gilberto Alberton Benvenutti.

A restauração artística (que é a recuperação, a preservação dos originais)  foi feita em etapas e uma das características desse processo é que durante os trabalhos a Igreja fechou apenas por alguns dias para a troca do assoalho. Assim, nos dez anos de obras, as atividades paroquiais continuaram normalmente.

De acordo com o artista plástico, foram aproximadamente 55 meses de restauração artística.  O trabalho de restauro artístico teve com um levantamento criterioso de quantas intervenções as pinturas sofreram no decorrer dos anos e quais os danos causados nos originais. As mudanças ocorridas ao longo do ano foram determinações da Igreja no período.

Paralelo a isso foi realizada a remoção de uma forte camada de verniz que encobria e danificava as pinturas existentes no forro do presbitério e da nave. Com o tempo o verniz oxidou dando um aspecto amarelado às pinturas.

A segunda etapa se constituiu como uma fase bem mais ampla. Neste momento a equipe contou com fotos fornecidas pela historiadora Vera Lucia Mayer. Esses registros foram essenciais para entender as composições e as cores originais que estavam encobertas por até 12 camadas de tinta e massa.

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