Primeira travesti negra com doutorado faz palestra em PG
Evento acontece na próxima quinta-feira, no auditório da OAB

Evento acontece na próxima quinta-feira, no auditório da OAB
O Grupo de Pesquisa em Violência, Pobreza e Criminalidade da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) e o Centro Acadêmico Carvalho Santos (CACS/UEPG) em parceria com a Aliança Nacional LGBTI+ de Ponta Grossa (ANLGBTI+) e a Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil – Subsecção de Ponta Grossa (CS-OAB/PG) trarão a Profª. Drª. Megg Rayara Gomes de Oliveira, primeira travesti negra a adquirir o grau de doutora pela UFPR, para palestrar no auditório da OAB de Ponta Grossa.
A palestra ocorrerá no dia 27 de setembro, às 19h. Os ingressos estão sendo vendidos ao valor de 5 reais na UNOPAR e, também, na UEPG. Para quem não conseguir adquirir o ingresso antecipadamente, haverá venda na hora. Todos os presentes receberão o certificado de 5 horas ao término da palestra.
"Precisamos debater o genocídio da população negra, debater a desmilitarização da polícia, além da formação com base em direitos humanos e discutir os números e reparação histórica dessa violência , porque ela afeta as pessoas negras LGBTI+. Isso acaba moldando a sociedade, ela acaba sendo fator de manutenção de armários, então esses debates nunca devem ser separados", afirma a Profª. Drndª. Elisa Stroberg Schultz, representante da UNOPAR e idealizadora do evento. Megg estuda as relações entre gênero e raça, evidenciando os mecanismos de controle voltados a corpos individuais, com evidência no corpo do negro gay.
Sobre o tema
Por meio da intersecção de conceitos, a Drª. Megg demonstra a importância de estudar gênero e raça como temas correlatos. Isso evidencia-se pelo fato da masculinidade hegemônica de hoje ser construída pelo binômino branquidade/cis heteronormatividade, o que silencia as masculinidades ditas periféricas.
Deste modo, a masculinidade do homem negro é até mesmo reduzida ao seu sexo e, nas relações homoafetivas ou sexuais, simplesmente, o que se espera é que o parceiro de pele mais escura atue como o ativo, e o parceiro mais claro como o passivo. Ao olhar o racismo e a homofobia como dispositivo de poder (que interferem inclusive na pouca representatividade que homossexuais negros possuem tanto no movimento negro, quanto no movimento gay e na academia), os corpos de indivíduos negros que escapam as normas da cis heterossexualidade hegemônicas mostram-se como alvos dessas técnicas de poder.





















