Primeira travesti negra com doutorado faz palestra em PG | aRede
PUBLICIDADE

Primeira travesti negra com doutorado faz palestra em PG

Evento acontece na próxima quinta-feira, no auditório da OAB

Profª. Drª. Megg Rayara Gomes de Oliveira realiza palestra no auditório da OAB de Ponta Grossa.
Profª. Drª. Megg Rayara Gomes de Oliveira realiza palestra no auditório da OAB de Ponta Grossa. -

Da Redação

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Evento acontece na próxima quinta-feira, no auditório da OAB

O Grupo de Pesquisa em Violência, Pobreza e Criminalidade da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) e o Centro Acadêmico Carvalho Santos (CACS/UEPG) em parceria com a Aliança Nacional LGBTI+ de Ponta Grossa (ANLGBTI+) e a Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil – Subsecção de Ponta Grossa (CS-OAB/PG) trarão a Profª. Drª. Megg Rayara Gomes de Oliveira, primeira travesti negra a adquirir o grau de doutora pela UFPR, para palestrar no auditório da OAB de Ponta Grossa.

A palestra ocorrerá no dia 27 de setembro, às 19h. Os ingressos estão sendo vendidos ao valor de 5 reais na UNOPAR e, também, na UEPG. Para quem não conseguir adquirir o ingresso antecipadamente, haverá venda na hora. Todos os presentes receberão o certificado de 5 horas ao término da palestra.

"Precisamos debater o genocídio da população negra, debater a desmilitarização da polícia, além da formação com base em direitos humanos e discutir os números e reparação histórica dessa violência  , porque ela afeta as pessoas negras LGBTI+. Isso acaba moldando a sociedade, ela acaba sendo fator de manutenção de armários, então esses debates nunca devem ser separados", afirma a Profª. Drndª. Elisa Stroberg Schultz, representante da UNOPAR e idealizadora do evento. Megg estuda as relações entre gênero e raça, evidenciando os mecanismos de controle voltados a corpos individuais, com evidência no corpo do negro gay.

Sobre o tema

Por meio da intersecção de conceitos, a Drª. Megg demonstra a importância de estudar gênero e raça como temas correlatos. Isso evidencia-se pelo fato da masculinidade hegemônica de hoje ser construída pelo binômino branquidade/cis heteronormatividade, o que silencia as masculinidades ditas periféricas.

Deste modo, a masculinidade do homem negro é até mesmo reduzida ao seu sexo e, nas relações homoafetivas ou sexuais, simplesmente, o que se espera é que o parceiro de pele mais escura atue como o ativo, e o parceiro mais claro como o passivo. Ao olhar o racismo e a homofobia como dispositivo de poder (que interferem inclusive na pouca representatividade que homossexuais negros possuem tanto no movimento negro, quanto no movimento gay e na academia), os corpos de indivíduos negros que escapam as normas da cis heterossexualidade hegemônicas mostram-se como alvos dessas técnicas de poder.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right