Sociedade civil pode propor ações de combate à corrupção
Ministério da Justiça vai concentrar sugestões que vão compor um plano nacional de enfrentamento ao problema
Ministério da Justiça vai
concentrar sugestões que vão compor um plano nacional de enfrentamento ao
problema
Os cidadãos poderão contribuir
para elaborar o Plano Nacional de Combate à Corrupção. A Estratégia
Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), rede de articulação
que integra o Ministério da Justiça, vai reunir as propostas da sociedade civil
e de instituições até 20 de agosto. As ideias poderão ser utilizadas em ações
concretas do poder público.
Como participar
Quem quiser encaminhar uma
proposição deve preencher o
Em seguida, o cidadão deve
escolher em que eixo e linha de atuação sua ideia se encaixa.
As propostas são divididas em três eixos:
- Prevenção: iniciativas para evitar a ocorrência de atos de corrupção
- Detecção: iniciativas para melhor identificação e controle de atos de corrupção
- Punição: iniciativas para investigação e aplicação de sanções e/ou penas a quem praticou atos de corrupção
E podem se enquadrar nas seguintes linhas:
- Formação e capacitação de agentes públicos
- Estruturação de órgãos/entidades
- Implementação de sistemas ou compartilhamento de dados
- Produção e divulgação de conhecimento
- Normatização/regulação
Estratégia
A Enccla articula ações de órgãos
dos três poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - para definir as
estratégias de combate à corrupção e também para identificar e investigar os
casos. A iniciativa conta ainda com o apoio do Ministério Público. Com isso, o
Brasil pretende seguir o exemplo do que ocorreu em outros países, que
conseguiram romper com quadros de corrupção endêmica por meio de planos
nacionais de enfrentamento.
Plano
Além da participação virtual, o
grupo tem recebido propostas em reuniões presenciais organizados em diversas
cidades do País. Todas as ideias servirão de base para o Plano Nacional de
Combate à Corrupção, que será apresentado em novembro deste ano, na XVI Reunião
Plenária da ENCCLA.