Vacinação é única maneira de prevenir a paralisia infantil
O Brasil não tem casos de poliomielite desde 1990, graças à imunização. No entanto, muitas famílias ainda não vacinaram suas crianças neste ano
O Brasil não tem casos de
poliomielite desde 1990, graças à imunização. No entanto, muitas famílias ainda
não vacinaram suas crianças neste ano
O Brasil percorreu um longo
caminho entre a primeira vacina de poliomielite oferecida ao público, nos anos
1950, até a erradicação completa da doença, quatro décadas depois. O trabalho
valeu a pena: a doença, que antes fazia milhares de vítimas a cada ano, hoje é
considerada rara.
Por isso, as famílias devem
permanecer atentas e não deixar de vacinar as crianças, pois essa é a única
maneira de prevenir a doença. Caso contrário, poliomielite, sarampo e outras
infecções voltarão rapidamente a ser um problema.
A poliomielite, também conhecida
como paralisia infantil, é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, ou seja,
é causada por um vírus, chamado de poliovírus selvagem. A criança com
poliomielite sofre com um quadro de paralisia flácida, de início repentino.
De acordo com o Ministério da
Saúde, a paralisia ocorre de forma súbita e evolui em, no máximo, três dias.
“Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como
principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e
arreflexia no segmento atingido”, esclarece o ministério. A transmissão do
vírus pode ocorrer:
· - Por contato direto pessoa a pessoa
· - Pela via fecal-oral (contato com objetos,
alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores do vírus)
· - Pela via oral-oral, por meio de gotículas de
secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar)
· - Por contatos provocados pela falta de
saneamento, más condições habitacionais e de higiene pessoal
Tratamento de suporte
Não existe tratamento específico
para poliomielite, apenas um tratamento de suporte. Medidas terapêuticas e
cuidados gerais, como repouso rigoroso nos primeiros dias, são importantes para
reduzir complicações, taxa de paralisias e mortalidade.
Segundo o Centro de Vigilância
Epidemiológica da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, outras medidas
para reduzir sequelas e complicações são: tratamento sintomático da dor, da
febre, da hipertensão arterial e de retenção urinária; uso de laxantes suaves e
cuidados respiratórios; cuidados ortopédicos e fisioterápicos, para evitar
deformidades; e fisioterapia, quando não houver mais dor.
Informações Governo do Brasil