Fachin envia recurso de Lula ao plenário do STF
A decisão do ministro foi motivada por uma petição feita, mais cedo, pelos advogados do ex-presidente.
A decisão do ministro foi
motivada por uma petição feita, mais cedo, pelos advogados do ex-presidente.
O ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Edson Fachin decidiu ontem (25) enviar o pedido de liberdade
feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para julgamento no
plenário da Corte.
A decisão do ministro foi
motivada por uma petição feita, mais cedo, pelos advogados de Lula. Os
defensores pediram que o ministro reconsidere decisão que rejeitou analisar o
caso, na sexta-feira (22). Além disso, a defesa também pretendia que a questão
fosse julgado pela Segunda Turma do tribunal, formada por Fachin e os ministros
Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Mello.
Com a decisão do ministro, o caso
deverá ser julgado somente em agosto, após o recesso de julho na Corte. Nesta
semana, o plenário fará as duas últimas sessões antes do recesso e as pautas de
julgamento já foram definidas. Antes disso, a Procuradoria-Geral da República
(PGR) deverá enviar parecer sobre a questão. Após a tramitação formal, caberá
à presidente do STF, Cármen Lúcia, pautar o pedido.
Pedido rejeitado
Na sexta-feira (22), Fachin
rejeitou o pedido protocolado pela defesa do ex-presidente para aguardar em
liberdade o julgamento de mais um recurso contra a condenação na Operação Lava
Jato. Com a decisão, Lula continuou preso.
A decisão foi tomada após a
vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Maria de
Fátima Freitas Labarrère, rejeitar pedido para que a condenação a 12 anos e um
mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do
tríplex em Guarujá (SP), um dos processos da operação, fosse analisado pela
Corte.
No novo pedido, a defesa alega
que Lula está preso ilegalmente há 80 dias e pede urgência no julgamento. “O
dano concreto que se objetiva cessar é dirigido à liberdade do Agravante,
custodiado na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba há 80
dias, mesmo a liberdade sendo bem jurídico de primeira importância em qualquer
Estado Democrático de Direito”, sustentam os advogados.
Informações Agência Brasil