Setor produtivo do PR clama pela retomada das atividades no país
Lideranças do G7, que representa as entidades mais representativas do setor produtivo no Estado, solicitam o fim da greve

As entidades mais representativas do setor produtivo paranaense reuniram-se, na noite desta segunda-feira (29), para abordar o assunto greve dos caminhoneiros, em uma entrevista coletiva. Os presidentes das sete entidades já haviam feito um apelo pelo fim da greve. Após a reunião, na manhã desta segunda-feira, uma nota oficial foi emitida, pedindo o fim da paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil. Integram o G7 os presidentes das Federações das Indústrias (Fiep); do Comércio (Fecomércio); da Agricultura (Faep); das Cooperativas (Fecoopar); das Empresas de Transporte de Carga (Fetranspar); das Associações Comerciais (Faciap); e da Associação Comercial do Paraná (ACP).
Na nota, as entidades avaliam que, depois de nove dias de paralisação de atividades no país, “com grave desabastecimento trazendo prejuízos incalculáveis à economia e à população brasileira; as principais reivindicações dos caminhoneiros atendidas, fazendo com que a greve perdesse seu objeto; e diante da imensa responsabilidade que nos é imposta, como empresários e cidadãos”, há o pedido pela interrupção das paralisações. “Clamamos pela imediata retomada das atividades normais da vida nacional, de forma a que sejam assegurados os direitos dos brasileiros em sua rotina de trabalho, vida escolar, deslocamentos, alimentação e saúde”, diz o texto.
“Um dia de operação da indústria paranaense equivale a R$ 550 milhões. Para se ter uma ideia da gravidade, todas as cadeias produtivas do Estado estão atingidas”, relatou o presidente da Fiep, Edson Campagnolo. Segundo ele, O parque moageiro do Paraná, que produz farinha de trigo, está paralisado. “O caos está instaurado no Paraná”, completa. Presidente da Fecomércio e coordenador do G7, Darci Piana ressaltou que os estoques estão praticamente terminados. “Falamos principalmente na questão da alimentação, dos supermercados, mercearias, hortifrutigranjeiros, que estão quase zerados e isso começa a preocupar os nossos comerciantes”, disse.
Ainda após o evento, os presidentes integrantes do G7 se dirigiram ao Palácio Iguaçu para manter diálogo com a governadora. Cida Borghetti reforçou a disposição do Governo do Estado em manter o diálogo aberto com todos os setores da sociedade para amenizar os efeitos da paralisação dos caminhoneiros no Paraná. “Estamos conversando com todos os setores para conseguir encontrar soluções para a questão do transporte de produtos”, afirmou.
Sindicatos industriais da região também querem fim da greve
Seis sindicatos industriais dos Campos Gerais manifestaram-se através de nota oficial. Eles reconheceram que “as reivindicações do setor foram justas e que o movimento, apesar de seus efeitos danosos, uniu o país em busca de uma nova política de eficiência e redução do Estado”. Eles anunciaram que, com a falta de abastecimento de combustível e bens essenciais, o Brasil passou a enfrentar uma crise sem precedentes, que causou problemas de toda ordem para a população. “O setor industrial entende que é preciso restabelecer o abastecimento urgentemente, para que a retomada da produção volte a sua normalidade”. Assinaram os sindicatos das indústrias de Panificação e Confeitaria dos Campos Gerais (Sindipan), Sindimadeira, Sindimetal, Sindiminerais e Sindicer Norte.





















