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Justiça faz blogueiro pedir desculpas a Gleisi Hoffmann

Advogado especialista em Direito Digital explica o que fazer em caso de ofensas no mundo digital; saiba o que diz a lei

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Da Redação

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O internauta Fábio Cotrim ofendeu a senadora Gleisi Hoffmann com termos misóginos e foi obrigado a se retratar nas redes sociais. Na postagem, Cotrim assume que ofendeu “a Senadora Gleisi Hoffmann, adjetivando-lhe por termos vulgares e misóginos, capazes de macular sua idoneidade privada e pessoal”. Ele postou também que atribuiu “à Senadora Gleisi Hoffmann a suposta prática de crime de ameaça, o que não corresponde com a verdade, vez que não praticou tal conduta e nem foi acusada desse fato”.

No final, o internauta pede desculpas e lamenta pelo ocorrido: “manifesto meu profundo lamento pelo ocorrido e peço desculpas à Senhora Senadora Gleisi Hoffmann pelos danos que causei à sua honra, bem assim, a todas as pessoas que se sentiram ofendidas por meus atos”. (Leia na íntegra a retratação abaixo)

Cotrim limpou o seu Facebook depois que foi obrigado pela justiça a se retratar. Uma conta no Twitter sua, no entanto, mostra ao menos uma postagem indicando que o internauta já deve ter tido problemas semelhantes em passado recente.

Gleisi se manifestou nas redes sociais sobre a decisão judicial:

“Quem me conhece, sabe bem o quanto combato diariamente o machismo e a misoginia na sociedade, assim como luto cotidianamente para ampliar a participação das mulheres na política e nos espaços de poder e decisão. Apesar de sermos mais da metade da população brasileira (52%), somamos menos de 10% dos parlamentares em atuação hoje no Congresso Nacional. Essa batalha pela superação do machismo e da misoginia não é diferente na Internet. Os desafios na rede são ainda maiores. Recebo mensagens todos os dias insultando minha honra e a honra das mulheres brasileiras. Faço questão de processar todos aqueles que transformam a facilidade de expressão e suposto anonimato, dados pela internet e pela tecnologia, em facilidade para destilar preconceitos. Estou na vida pública desde o movimento estudantil, elegi-me Senadora em 2010 e também fui Ministra-Chefe da Casa Civil no período 2011-2014 — e em todos os momentos utilizei a representação política para propor leis de igualdade de gênero e para responsabilizar aqueles que cometem preconceito. A luta pelas mulheres é a luta de todas as mulheres. No texto abaixo, está a retratação de um blogueiro, resultante de um processo que ganhei na Justiça, por ter ofendido a minha honra e a honra das brasileiras. Basta de machismo!”, afirmou.

As informações são da Rádio Banda B

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