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Certas bactérias se alimentam de penicilina, diz estudo

Os autores explicaram que existem micróbios que sobrevivem na presença de antibióticos

Os autores explicaram que existem micróbios que sobrevivem na presença de antibióticos /Foto: Reprodução Michael Worful
Os autores explicaram que existem micróbios que sobrevivem na presença de antibióticos /Foto: Reprodução Michael Worful -

Da Redação

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Os autores explicaram que existem micróbios que sobrevivem na presença de antibióticos

Um grupo de cientistas dos Estados Unidos descobriu que certos tipos de bactérias não só são resistentes à penicilina, mas a utilizam para se alimentar, segundo um estudo publicado pela revista “Nature Chemical Biology”.

A equipe dirigida por Gautam Dantas, da Universidade de Washington na Escola de Medicina de Saint Louis (Missouri), examinou como estes micróbios são capazes de decompor a penicilina a fim de usar algumas de suas partes como sustento.

Entender este processo ajudará a combater, mediante o desenvolvimento de novos fármacos, a propagação das bactérias resistentes aos antibióticos, que põem em perigo a saúde dos animais e das pessoas.

Os autores explicaram que existem micróbios que sobrevivem na presença de antibióticos, por exemplo os que habitam em solo contaminado, e são capazes de se propagar com facilidade.

Outros micróbios levam também esta habilidade “além”, ao utilizar estes antibióticos como alimento.

A equipe americana identificou as enzimas e os genes que permitem estas bactérias que vivem em lodaçais decompor a penicilina em partes que podem utilizar para se nutrir.

Os cientistas comprovaram que, primeiramente, as bactérias inativam a penicilina através da enzima B-lactamatose, uma estratégia comum entre os micróbios.

No entanto, estas bactérias “comedoras de antibióticos” contam, além disso, com enzimas especiais que as ajudam a decompor ainda mais a penicilina, a fim de aproveitar certas partes como “combustível“.

Os autores concluíram que as enzimas e genes identificados neste estudo poderiam ser usados para sintetizar novos antibióticos, limpar terrenos e áreas contaminadas e detectar de forma antecipada a propagação da resistência a antibióticos.

Informações Agência EFE

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