Apoiadores de Lula iniciam vigília no Sindicato dos Metalúrgicos

Militantes de partidos de esquerda, integrantes de movimentos sociais e apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se dirigem neste momento para uma concentração na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Em mensagem de vídeo, o presidente da entidade, Wagner Santana, o Wagnão, afirma que a vigília terá a finalidade de "discutir os rumos do país" e as ações que estão sendo "tomadas agora contra a democracia". .
O líder do MTST (sem-teto) Guilherme Boulos, pré-candidato à Presidência da República pelo Psol, divulgou mensagem em rede social informando que estava a caminho de São Bernardo, que segundo ele passa a ser "o local de resistência democrática no Brasil". "É momento de defender a democracia, de se colocar claramente nessa encruzilhada", afirmou.
Segundo Boulos, trata-se de uma prisão "arbitrária, política e sem provas", um "acinte", que não pode ser aceito passivamente. "Mais uma vez, o juiz (Sérgio) Moro age como chefe de partido político", afirmou, criticando também o Supremo Tribunal Federal, "que lavou as mãos diante de um processo viciado".
"Não se trata de defender a figura do Lula apenas, é uma luta por justiça e democracia", acrescentou.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, também a caminho de São Bernardo, divulgou nota com orientação aos sindicatos filiados. “Lula não estará sozinho e vamos mostrar para o mundo que nosso presidente é vítima dessa Justiça que não respeita a Constituição e manda prender um inocente”, afirmou. "Se estão fazendo isso com Lula, podem fazer com todos nós”, acrescentou o dirigente, em vídeo no qual convoca a militância.
Na nota, o presidente da CUT propõe "realização de assembleias nas portas das fábricas, bancos, comércio e nas concentrações de trabalhadores para denunciar a prisão arbitrária do ex-presidente Lula e defender a sua inocência" e a convocação de manifestações em todas capitais.





















