Fóssil de leão gigante é encontrado no Quênia
O animal viveu há 200 mil anos

O animal viveu há 200 mil anos
O fóssil de um leão gigante foi encontrado pela primeira vez em um parque arqueológico de Natodomeri, no Quênia. Segundo pesquisadores das universidades de Utah e Arkansas, o animal era tão alto quanto um humano, e pode ter vivido com um grupo de felinos que habitou a África Oriental há cerca de 200 mil anos.
Os estudiosos acreditam que o esqueleto provavelmente pertença a uma espécie extinta, substancialmente maior do que qualquer população moderna ou subespécie de leão. Eles afirmaram que, para calcular seu tamanho, foi preciso uma observação minuciosa da carga dentária e do crânio do animal.
“Os leões machos têm, em média, 1,2 metro de comprimento, enquanto a espécie recém-descoberta está bem mais próxima da altura média de um homem, com 1,70 metro”, escreveram os cientistas em uma pesquisa publicada no Journal of Palentology.
A descoberta
De acordo com o Daily Mail, os cientistas destacam que a figura do felino está muito presente na cultura humana, o que pode ser percebido por meio da preservação da arte paleontológica e até mesmo em clássicos como o filme Rei Leão, da Disney, segundo apontam.
“No mundo científico, os leões também são foco de atenção. Esse crânio é a primeira evidência da existência de uma população de leões gigantes no final do período Pleistoceno Médio e na tardia África Oriental, o que talvez tenha acontecido pela presença da biomassa na megafauna, que era muito maior do que nos dias atuais”.
Por meios de análises dos ossos do felino gigante, principalmente do crânio, as equipes das universidades americanas descobriram que esse animal, em específico, era maior do que os leões-da-caverna da Eurásia do Pleistoceno, e ainda mais robusto e alto do que qualquer outro leão vivo na África, ou fóssil estudado anteriormente.
Segundo o estudo que descreveu características físicas do leão gigante, os chamados felinos modernos apareceram pela primeira vez no sul e leste da África, antes de evoluírem em dois grupos: um que atualmente vive na África Oriental e Austral, e outro que habita a África Ocidental e a Índia.
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